Escolas de datilografia são raras
Escolas de datilografia são raras
O sumiço das máquinas de escrever não provocou apenas o desaparecimento de lojas e oficinas de conserto. Hoje, também é difícil encontrar em Curitiba alguma escola de datilografia que ainda não tenha trocado a placa que anuncia Ensinamos datilografia por Aprenda digitação. A substituição foi tão rápida que a maioria das escolas nem sequer mantém alguma máquina tradicional nas salas de aula.
São poucas as pessoas que ainda dão valor ao aprendizado feito na máquina de escrever, diz o fundador da Associação de Datilógrafos e Taquígrafos do Estado do Paraná, o advogado Renato Dacílio Flores, 53 anos. Defensor da importância das máquinas, ele diz que a verdadeira arte de digitar só pode ser aprendida num teclado pesado, próprio das máquinas manuais. Depois que a pessoa aprende datilografia, a digitação parece brincadeira, afirma.
Mesmo vendo a redução de oito para um no número de escolas da associação, Flores é otimista quanto ao futuro do equipamento. As máquinas sempre vão existir porque nem tudo pode ser feito no computador, diz. Na época áurea de uso das máquinas, quando a datilografia era um quesito de peso para o mercado de trabalho, Flores chegou a ter mais de 600 alunos e quase 80 máquinas em uso. Hoje, são apenas cinco máquinas em uma única sala.





