Escolas dão exemplo de bom trabalho
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Como se faz uma boa escola? Como torná-la interessante aos seus alunos? Dois colégios estaduais de Londrina estão descobrindo que trabalho, aproximação e respeito com a comunidade podem fazer a diferença na luta contra a falta de interesse dos estudantes, a indisciplina e a violência.
Localizadas em extremos opostos da cidade, os colégios estaduais Professora Maria José Balzanelo Aguilera, no Conjunto Cafezal IV (Zona Sul)), e Professora Ubedulha Oliveira, no Conjunto Aquiles Stenghel (Zona Norte) conseguiram reduzir ocorrências negativas com iniciativas trabalhosas mas ao mesmo tempo simples. Acabaram sendo selecionados como exemplos bens sucedidos em todo o Paraná na área da educação em uma série de reportagens que está sendo feita pela TV Educativa do Governo do Estado.
Na primeira escola, o diretor-geral Norberto Giacomini encontrou nos cursos de contraturno o incentivo necessário para revolucionar o ofício de ensinar. Hoje o colégio oferece aulas de musicalização canto coral, violino e violoncelo , judô e capoeira. Juntos, esses três projetos envolvem mais de 300 estudantes. Além disso, a escola também incentiva a prática de esportes entre meninos e meninas, oferecendo treinamento de futsal, basquete, vôlei e basquete. E os pais também foram contemplados. Aos sábados, um grupo de 20 mães participam de oficinas de trabalhos manuais. Tudo é oferecido gratuitamente, por meiro de parcerias firmadas com universidades locais, Fundação de Esportes, Prefeitura Municipal e Governo do Estado.
''Trabalho dá bastante mas o resultado é muito compensador'', comemora Giacomini. Ele se refere à mudança no comportamento dos alunos, que se tornaram mais disciplinados e interessados. ''Aquele aluno considerado rebelde muda quando se engaja num projeto, porque passa a ver a escola como um local que está dando uma oportunidade além da sua expectativa'', comenta.
Resultado semelhante também teve o diretor-geral do Colégio Estadual Ubedulha Oliveira, Adão Nunes. O feito da escola foi investir na estrutura física com a ajuda do Governo do Estado e, principalmente, da comunidade. O primeiro construiu o muro que não havia até o ano passado e uma guarita na entrada. Já os pais adquiriram um sistema de monitoramento por câmeras e catracas eletrônicas para controlar o acesso ao prédio. Só esse último equipamento custou R$ 10 mil e já está em fase de testes. Nunes ressalta que isso tudo não teria resultado não fosse um componente essencial. ''A participação humana foi muito importante, porque mudar apenas a parte física não funciona'', observa o diretor.
Há 10 anos no colégio, a auxiliar de serviços gerais Odete Grou, lembra que os problemas já foram muitos no passado: ''não podia nem fazer nada na escola que as pessoas já invadiam e criavam confusão. Agora está muito bom''. Edilaine Cristina de Oliveira, 31 anos, matriculou o filho Maicon Wilian este ano no colégio e aprova o sistema de segurança. ''Ter catraca é muito bom mas tem que sempre ficar alguém na portaria'', comenta. ''O que prometeram aos pais estão fazendo, que era a melhoria da segurança'', finaliza Meire Martins, 33 anos, mãe da aluna Talita.


