A es­ta­tís­ti­ca do Nú­cleo Re­gio­nal de Edu­ca­ção (NRE) in­di­ca que a ca­da 100 es­tu­dan­tes 38 são re­pro­va­dos ou aban­do­nam os es­tu­dos a ca­da ano nas es­co­las da re­gião de Lon­dri­na. Pa­ra re­du­zir o ín­di­ce e com­ba­ter o des­per­dí­cio de di­nhei­ro pú­bli­ca, ini­cia­ti­vas co­mo o en­si­no blo­ca­do, o Pro­je­to Vi­va Es­co­la e o re­for­ço das quin­tas sé­ries es­tão sen­do co­lo­ca­das em prá­ti­ca.
  A di­vi­são das dis­ci­pli­nas em blo­cos é uma ex­pe­riên­cia em ní­vel es­ta­dual. Em Lon­dri­na, Ro­lân­dia e Al­vo­ra­da do Sul 12 es­co­las ade­ri­ram. A su­ges­tão par­tiu dos con­se­lhos es­co­la­res, que de­fi­ni­ram as pro­pos­tas em de­ba­tes com par­ti­ci­pa­ção dos alu­nos, pro­fes­so­res, ­pais, fun­cio­ná­rios e mem­bros da co­mu­ni­da­de ex­ter­na.
  O sis­te­ma pas­sa­rá por ava­lia­ção du­ran­te ­dois ­anos. Por en­quan­to, a ade­são é vo­lun­tá­ria. A di­vi­são de dis­ci­pli­nas é a se­guin­te: Blo­co A (por­tu­guês, his­tó­ria, fi­lo­so­fia, in­glês ou es­pa­nhol, edu­ca­ção fí­si­ca e bio­lo­gia) e Blo­co B (ma­te­má­ti­ca, fí­si­ca, quí­mi­ca, geo­gra­fia, so­cio­lo­gia e ar­tes).
  A di­vi­são por se­mes­tre per­mi­te o apro­vei­ta­men­to das dis­ci­pli­nas já cur­sa­das no ca­so de aban­do­no. ‘‘Es­ta­mos bus­can­do me­lho­rar a con­di­ção de apren­di­za­gem do alu­no, que te­rá ­mais tem­po com ca­da ­professor’’, ex­pli­ca a coor­de­na­do­ra da ­área téc­ni­ca pe­da­gó­gi­ca do NRE, Ro­sa­na Lo­pes. Com a mu­dan­ça, no en­tan­to, o mí­ni­mo de 200 ­dias le­ti­vos con­ti­nuam a ser res­pei­ta­dos.
  Pa­ra Jo­sé Do­ni­zet­ti Bran­di­no de Oli­vei­ra, di­re­tor do Co­lé­gio Es­ta­dual Vi­cen­te Ri­jo, o ­maior de Lon­dri­na, com um nú­me­ro me­nor de tur­mas por se­mes­tre o edu­ca­dor po­de­rá pres­tar um aten­di­men­to me­lhor aos es­tu­dan­tes. ‘‘A ten­dên­cia é ex­pan­dir o sis­te­ma pa­ra ou­tras es­co­las. Não po­de­mos fi­car pa­ra­dos e acei­tar que te­mos bai­xos ín­di­ces em re­la­ção à apren­di­za­gem. É ne­ces­sá­rio fa­zer al­gu­ma ­coisa’’, res­sal­ta.
  Os nú­me­ros in­di­cam tam­bém que a eva­são e a re­pro­va­ção ocor­rem, em es­pe­cial, no quin­to ano do En­si­no Fun­da­men­tal. O re­mé­dio? Um acom­pa­nha­men­to ­mais pró­xi­mo dos alu­nos, com um tra­ba­lho pe­da­gó­gi­co ­mais pon­tual. Pa­ra is­so, os pro­fes­so­res fi­ca­rão ­mais aten­tos com o ní­vel de co­nhe­ci­men­to de ca­da es­tu­dan­te. ‘‘Va­mos ten­tar aco­lher es­sas crian­ças e le­vá-las a en­ten­der que a es­co­la é ­delas’’, acres­cen­ta.
  O ter­cei­ro pro­je­to é o Vi­va Es­co­la, que pro­por­cio­na ati­vi­da­des com­ple­men­ta­res a par­tir de dis­ci­pli­nas cur­ri­cu­la­res, com o in­tui­to de pro­por­cio­nar a ex­pan­são da crian­ça na es­co­la. Oi­ten­ta es­co­las do Nú­cleo Re­gio­nal de Edu­ca­ção já ade­ri­ram. ‘‘É o iní­cio da im­plan­ta­ção da edu­ca­ção em tem­po ­integral’’, res­sal­tou Ro­sa­na. As ins­ti­tui­ções de en­si­no im­plan­ta­ram pro­je­tos nas ­áreas de ­apoio à apren­di­za­gem, in­te­gra­ção co­mu­ni­da­de-es­co­la, ex­pres­são cor­po­ral e cien­tí­fi­co-cul­tu­ral. As ini­cia­ti­vas abran­gem de sa­las de ­apoio e cen­tros de lín­guas es­tran­gei­ras a jor­nais e rá­dios es­co­la­res e fan­far­ras.

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