Escolas cobram atraso de verbas
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Giovani Ferreira 
As 37 escolas de atendimento especial de Curitiba estão cobrando do governo estadual regularidade no repasse das verbas garantidas através de um convênio firmado com a Secretaria de Estado da Educação. O atraso no repasse dos recursos estaria prejudicando o desenvolvimento dos trabalhos nessas escolas, gerando uma insatisfação entre professores e funcionários.
Ontem pela manhã uma comissão que representa as escolas procurou a Secretaria da Fazenda para tentar saber o motivo dos atrasos. Recebidos pelo secretário Giovani Gionédis, os representantes receberam a informação de que esse problema precisa ser resolvido na Secretaria de Educação. Gionédis teria dito que, nesse caso, apenas executa uma determinação da Educação, que solicita o pagamento.
Marisa Cella, presidente estadual da Federação Brasileira das Instituições de Excepcionais (Febiex), disse que entidades de todo o Estado sofrem com o mesmo problema. Em todo o Paraná existem aproximadamente 300 escolas que atendem portadores de necessidades especiais. Somente em Curitiba são 37 instituições, assistidas por mais de 500 professores.
A verba repassada pelo Estado, que pode ser de R$ 5 mil até R$ 100 mil, dependendo do porte da escola, é destinada ao pagamento de serventes, funcionários do setor administrativo e de professores. Os recursos para as atividades terapêuticas, como psicologia e fonoaudiologia, por exemplo, são provenientes do governo federal.
Hoje pela manhã a comissão que trata do assunto vai discutir a questão na Secretaria de Educação. Conforme informações da Febiex, o repasse referente ao mês de março ainda não foi efetuado. Os recursos dos meses de janeiro e fevereiro chegaram às escolas somente no mês de passado. A Folha tentou ouvir o Departamento de Educação Especial da Secretaria de Educação, mas a responsável pelo setor passou a tarde participando de reuniões.


