Escolas cancelam aulas durante a Copa
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quarta-feira, 22 de maio de 2002
Phoenix Finardi Reportagem Local 
No país do futebol, os jogos do Brasil na Copa do Mundo são mais importantes do que as aulas. Em Londrina, a maioria das escolas particulares vai atrasar ou cancelar as aulas que coincidirem com o horário das partidas. As escolas públicas também estão estudando uma maneira de permitir que os alunos assistam aos jogos, mesmo que para isso deixem de assistir algumas aulas.
A direção do Colégio Marista vai mandar um comunicado para os pais avisando que no dia da estréia do Brasil na Copa, 3 de junho, a primeira aula será cancelada para não coincidir com o horário do jogo, que começa às 6 da manhã. Em vez de começar as atividades às 7h15m, os alunos vão iniciar as aulas às 8h05. Segundo a diretora Marize Rufino, a solicitação veio dos próprios alunos. No Colégio Maxi todas as aulas vão ficar 10 minutos mais curtas nos dias de jogo; a primeira aula vai começar às 8h40. O colégio também já cancelou todas as atividades do dia 8 (sábado), quando o Brasil joga às 8h30m da manhã. As provas, que são feitas neste dia, foram antecipadas para sexta-feira, dia 7. Só alunos de cursinho e colegial vão ter reposição.
No Colégio Universitário as aulas vão começar ainda mais tarde no dia do jogo 9 horas da manhã. O diretor da escola, Alderi Ferrarezi, que também é presidente do Sindicato das Escolas Particulares, explica que as reposições não são necessárias porque as escolas trabalham com folga na grade curricular. O Ministério exige que as escolas cumpram 200 dias letivos por ano e segundo o sindicato, a maioria das escolas particulares têm uma sobra de até 20 dias. Essas aulas perdidas não vão acarretar prejuízo nenhum. Temos que contribuir com a Seleção Brasileira ao menos com a torcida, justifica Ferrarezi.
As escolas estaduais ainda não definiram como vão funcionar nos dias de jogo mas também devem cancelar ou atrasar a primeira aula. No Instituto Estadual de Educação de Londrina - IEEL, a diretora Rosicler Bueno diz que está pensando numa outra alternativa: Em vez de fazer os alunos entrar mais tarde estamos querendo trazê-los mais cedo instalando um telão para que eles vejam o jogo aqui na escola.
Ao contrário das escolas, o comércio e os órgãos públicos não devem alterar os horários de funcionamento nos dias de jogo do Brasil. O Sindicato do Comércio Varejista pretende abrir as lojas normalmente às 8 horas. O vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Manoel Teodoro, diz que eles ainda estão tentando negociar uma alternativa: Seria interessante poder entrar mais tarde nos dias de jogo mas ainda não fechamos nenhum acordo. A prefeitura e outros órgãos públicos ainda não definiram nenhuma mudança de horário.


