Escolas antecipam entrega de dados
Todas as escolas das redes municipal e estadual de Londrina (142 estabelecimentos) e cerca de 90% dos 154 estabelecimentos da rede particular de ensino já entregaram os questionários do Censo Escolar 99 ao Núcleo Regional de Ensino (NRE). O prazo para devolução dos documentos termina amanhã. Segundo a chefe do Núcleo, Maria Genoveva Puccini Belucci, com as informações do censo escolar será possível detectar o total de alunos nas escolas e o índice de analfabetos. Isso a partir do cruzamento dos dados do censo escolar com os do censo do IBGE, disse.
De acordo com Genoveva Belucci, o censo também vai fornecer dados sobre a situação das escolas. A maioria está em boas condições, diz. Ela afirma: Não faltam professores, nem funcionários. As verbas estaduais e federais estão em dia.
Questionada sobre a manutenção das escolas, Genoveva Belucci diz que no ano passado foram feitas várias reformas e ampliações. Neste ano, acredita a chefe do NRE, as obras de ampliação e construção deverão ter início em julho.
O diretor Carlos Augusto Genez, da Escola Estadual Maria Rosário Castaldi, localizada no Jardim Jamaica, zona oeste, afirma que embora o censo escolar seja importante pelos dados globais que fornece ao MEC, em termos práticos só traz benefícios diretos para as escolas públicas de ensino fundamental. Através dos dados fornecidos, as escolas de nível fundamental podem receber ajuda financeira diretamente do Programa Acorda Brasil, do MEC, que repassa uma verba anual para auxiliar na sua manutenção, disse.
As escolas de ensino médio, como é o caso da Castaldi, dependem, segundo ele, apenas das verbas do Fundo Rotativo (renda que as escolas recebem para adquirir materiais de consumo como giz, papel e até material de limpeza). Se houver verbas federais, elas só chegam até nós através da Secretaria de Estado da Educação. Nunca diretamente, explicou.
Segundo o diretor, o censo também não entra no mérito das dificuldades vividas hoje pelas escolas de todo o País. Em termos de estrutura física, ele avalia a capacidade de vagas, área física, o que oferece em termos de funcionários, de estrutura como bibliotecas, laboratórios e área de alimentação, por exemplo. Mas não tem como ir à raiz dos problemas, no dia-a-dia. Não entra na áreas de falta de segurança, de manutenção deficiente, de salários baixos, apontou.
Para ele, o ideal seria que todas as escolas tivessem uma verba especial de manutenção para que os prédios não ficassem tão danificados. Uma escola não pode esperar 20 anos para ter uma reforma. Uma manutenção preventiva durante o ano ficaria muito mais em conta que uma reforma completa, observou.
A Escola Castaldi enfrenta hoje um sério sério problema. Os alunos do curso de eletrônica industrial, técnico de nível pós-médio que começou a ser oferecido este ano, não estão tendo aulas práticas por falta de laboratórios e equipamentos. O curso já começou e a nossa expectativa era que o Estado nos atendesse com os laboratório necessário. Mas até o momento, ainda não chegou, afirmou, explicando que a Secretária de Estado da Educação, Alcyone Saliba, prometeu que solucionaria o problema até julho. O problema é que nossos alunos deveriam começar a usar o laboratório em maio, disse.Paulo WolfgangCríticaO diretor da Escola Maria do Rosário Castaldi, Carlos Augusto Genez: Censo não entra na áreas de falta de segurança, manutenção deficiente e salários baixosTelma Elorza





