Dorico da SilvaTestando!Carro usa faixa exclusiva, protegida por cones, para pegar aluno em escola da rua Pará: inciativa foi aprovada por pais de alunosFoi implantado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) o projeto Nossa Escola, que pretende organizar o fluxo de veículos nas proximidades dos colégios da área central da Cidade. A primeira experiência está sendo realizada com a participação da escola O Peixinho, que fica na rua Pará, entre Pernambuco e Hugo Cabral. O estabelecimento tem 450 alunos, que estudam em dois períodos.
O projeto, inspirado em experiências desenvolvidas em Curitiba, começou por um ponto crítico - local onde são frequentes os congestionamentos nos horários de chegada e saída de alunos. A escola tentou amenizar o transtorno causado aos motoristas fazendo escalonamento dos horários de saída dos alunos. Mesmo assim, os problemas continuaram, com a formação de filas duplas em frente à escola.
O diretor-presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, acompanhou a implantação do projeto, que tem a participação de soldados da Companhia de Trânsito. A escola providenciou, através de parcerias, os cones plásticos que criam o corredor, utilizado exclusivamente pelos pais e empresas de transporte dos alunos. Com isso, explica Stamm Júnior, as outras duas faixas ficam liberadas para o tráfego de veículos.
Mas não foi bem assim: no primeiro dia da experiência, os motoristas acabaram reduzindo a velocidade no local e trafegando em pista única. Stamm Júnior considera que a reação foi normal diante da novidade. ‘‘Alguns motoristas podem achar que, por causa dos cones, está havendo uma blitz’’, comentou um funcionário do Ippul.
O comandante da Companhia de Trânsito, capitão Manoel da Cruz Neto, considerou válida a iniciativa. Ele deve manter dois soldados nos horários em que o ‘‘corredor amarelo’’ estiver funcionando. ‘‘No primeiro dia, por conta da novidade, a situação fica um pouco tumultuada mas depois vai melhorando.’’
O diretor técnico do Ippul, Juan Monastério, explicou que os pais devem ser conscientizados de que não poderão permanecer com os carros em frente ao colégio. Segundo ele, a escola foi orientada a conduzir os alunos até os veículos com rapidez e segurança. ‘‘Se a fila de carros ficar grande, os motoristas terão que dar uma volta no quarteirão e depois retornar ao corredor.’’
Os pais dos alunos aprovaram a iniciativa. ‘‘Qualquer coisa que fizerem aqui para melhorar o fluxo de veículos terá nossa apoio’’, comentou Jean Carlos Val Carneri, que tem um filho no colégio. ‘‘Assim fica mais cômodo para os pais e mais seguro para os alunos’’, disse Maristela de Oliveira.
Para ela, a medida deve colocar fim ao constrangimento causado aos pais que, ao parar o carro para pegar seus filhos, acabam ouvindo as buzinas acionadas por outros motoristas.
O Ippul estuda os próximos locais onde o projeto será implantado. Entre eles, o Colégio Delta, localizado na avenida JK, e o Colégio Mãe de Deus, na rua Pará.
Mário Stamm Júnior também informou ontem que pretende iniciar, até o final deste ano, a implantação progressiva de semáforos eletrônicos na Cidade. Quando estiverem concluídos os trabalhos, Londrina terá 162 semáforos. Atualmente estão em funcionamento 122 equipamentos eletromecânicos.
Os recursos para a aquisição dos equipamentos, segundo infomou Stamm Júnior, já foram acertados na segunda-feira passada - R$ 1,4 milhão será repassado pelo Detran.
Stamm Júnior disse ainda que pretende adquirir monitores a serem instalados em cada semáforo e criar uma central de onde todos os equipamentos poderão ser observados. ‘‘Isso vai permitir um fluxo muito melhor do trânsito. Poderemos analisar todo o sistema dessa central e determinar as mudanças que precisam ser feitas.’’

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