Escolares se atrasam e são barrados
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segunda-feira, 14 de agosto de 2000
Alexandre Sanches De Londrina 
Cerca de 50 estudantes do Colégio Estadual Ubedulha Correia de Oliveira, na zona norte de Londrina, protestaram ontem de manhã, na porta do estabelecimento de ensino, por terem sido barrados alguns minutos após o fechamento dos portões.
Eles reclamavam do direito que teriam de 15 minutos de tolerância para ingressar na sala de aula, após ser dado o sinal da primeira aula.
Segundo o grupo de estudantes, a prática é comum no colégio. Os alunos que chegam atrasados só podem entrar nas salas de aula após apresentarem justificativas e desde que estejam acompanhados pelos pais, conforme afirmam os escolares.
O portão fechou às 7h15 e nós, que chegamos logo em seguida, não tivemos como entrar no colégio. Não nos deixam nem assistir à segunda aula. Hoje, por exemplo, muitos estão perdendo provas, reclamou Anderson Silva Van Muller, 16 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio.
Marcos Vinicius Lima, 17 anos, estudante do segundo ano do ensino médio, disse que os estudantes já tentaram conversar com a direção do estabelecimento de ensino, mas não obtiveram sucesso.
O Grêmio Estudantil já tentou falar com a direção, mas não houve acordo. Eles alegam que há regulamentos da escola para serem respeitados.
Até o ano passado os alunos tinham 15 minutos de tolerância para entrar nas salas após o sinal da primeira aula.
Hoje, só liberam a entrada para quem não tem nenhuma observação na caderneta estudantil (documento que controla a frequência dos alunos no colégio), informou o estudante Marcos Vinicius.
O documento foi adotado pelo Colégio há três anos e serve de controle, não somente da escola, mas também aos pais dos alunos quanto à frequência.
A diretora da escola Roseli de Camargo estava viajando ontem. Mas a supervisora de ensino Jaçanã de Marcos Padrilha informou que os portões fecham às 7h15 de acordo com o regimento da escola.
Eles tinham, até o ano passado os 15 minutos de tolerância. Mas ao invés de usarem deste direito de vez em quando e em alguma emergência, passaram a ditar como regra e todos os dias queriam entrar atrasados nas salas de aula. Este ano tiramos a tolerância para evitar problemas futuros, disse.
A diretora auxiliar Marisa Noda acrescentou: Tivemos alunos com 38 entradas tardias só no ano passado. Isso é muito. Se eles respeitassem esta regra não haveria problema. Só que virou hábito deles.


