Escolares disputam um concurso de mentiras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de abril de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Alunos da Escola Estadual de 1º Grau Rui Barbosa, do distrito de Iguatemi (14 quilômetros de Maringá), participaram ontem do Dia da Mentira contando histórias de lobisomens, cobras e sapos. As crianças foram divididas em oito grupos de dez. Cada grupo escolheu uma história. A mentira mais cabeluda será avaliada pelos professores e receberá uma medalha como prêmio.
A atividade é realizada anualmente e tem como principais objetivos manter vivo o folclore. Damos continuidade às informações sem destruir os sonhos de cada um. Também trabalhamos matérias que estão sendo explicadas em classe, como o Português, que ajudam a criança a treinar a elaboração de frases e a se expressar melhor, explicou a orientadora do trabalho, professora Ivete Mara Veraldo, 36 anos.
As histórias contadas pelas crianças geralmente recebem influência das atividades da família de cada um. Os problemas sentidos por elas em casa também aparecem nas histórias. Algumas encontram dificuldade para se expressar e se intimidam, mas acabam contando uma mentira, diz a professora.
Ivete considera ótimos os resultados dessa atividade, que estimula a criatividade da criança. Hoje em dia a criança recebe tudo pronto, principalmente pela TV. A imaginação dela não trabalha como na época em que o Monteiro Lobato nos dava espaço para criar situações. Contar essas histórias é bom porque a criança não deixa de acreditar na imaginação dela, mesmo que sua história não seja palpável, afirma ela.


