Cascavel - A insuficiência de salas de aula no Colégio Estadual Santos Dumont, em Cascavel, obriga a direção da escola a fazer um rodízio com as turmas. Todos os dias, pelo menos um grupo de alunos precisa assistir aulas no pátio. O problema acontece, principalmente, no período da manhã quando 270 alunos do ensino fundamental se dividem em oito salas de aula.
A diretora Elza Dolores Batistella explica que faltam salas porque o prédio é dividido com a Escola Municipal Mário Pimentel de Camargo. Desde 1999, a diretora reivindica junto ao Núcleo Regional de Educação a construção de uma sede própria para a escola onde estudam cerca de 400 alunos entre ensino fundamental e supletivo. ''Precisamos ter uma escola nossa, que ofereça condições de trabalho aos professores e de aprendizado aos alunos'', frisa.
Dolores alerta que a situação deverá ficar ainda pior a partir do próximo ano, quando pelo menos três novas turmas precisarão ser criadas para atender a demanda de alunos que passarão para a 5 série.
O aluno da 6 série, Willian Carvalho, reclama que nas aulas ministradas no pátio, praticamente não consegue ouvir as explicações dos professores, por causa do barulho. Ele diz ainda que em dias de chuva, os cadernos e livros ficam molhados por causa das goteiras. ''É difícil se concentrar na aula'', lamenta.
A chefe do Núcleo Regional de Educação, Ana Maria dos Santos, explica que outras duas escolas de Cascavel estão na mesma situação do Santos Dumont, sendo obrigadas a fazer rodízios. Segundo ela, a Fundepar já reconheceu a necessidade de construir escolas próprias, mas ainda aguarda uma autorização da Secretaria da Fazenda para iniciar as obras.

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