Dimitri do Valle
De Curitiba
Um projeto desenvolvido por professores da escola municipal Augusta Gluck Ribas, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, vem estimulando a criatividade e o aprendizado dos alunos. Cerca de 170 crianças que cursam desde o pré-escolar até a quarta série deixaram a monotonia de lado para incrementar aulas de história e educação artística com representações teatrais e musicais. Os estudantes contam com o auxílio de uma câmera VHS para filmar as apresentações que são exibidas para todas as turmas da escola.
As professoras garantem que o projeto, desenvolvido há um ano, baixou o índice de faltas a zero. A fórmula das aulas é dividir as turmas em grupos. Por intermédio deles, os alunos debatem a escolha de um assunto que culminará na encenação de passagens da história paranaense, de novelas e coreografias. A liberdade que os estudantes têm para decidir o que querem fazer, segundo a professora Tatiane Patrícia Teixeira, nasceu da necessidade de ‘‘manter o interesse dos alunos em aprender’’.
Na disciplina de história, os alunos encenam atualmente a saga da Revolução Federalista no Paraná. O Barão do Serro Azul, que morava em Curitiba, evitou que os rebeldes saqueassem a capital paranaense. Em troca, financiou os revolucionários que queriam derrubar o governo do então presidente da República, marechal Floriano Peixoto. Acusado de alta traição, o barão foi fuzilado.
Em trajes históricos, confeccionado pelos familiares dos próprios alunos, os atores mirins tentam resgatar a atmosfera da época, desde os grandes bailes, até a trágica morte do barão rebelde. Tudo é registrado em fita de vídeo e serve como conteúdo para as aulas de história de todas as turmas. As professoras que coordenam o projeto já estudam a apresentação de outras passagens históricas, como a Guerra do Contestado, a chegada dos imigrantes ao Paraná e o ciclo do café e da erva-mate no Estado.
Para embasar as encenações, tudo é precedido de pesquisa através de enciclopédias e livros didáticos. Os ensaios e apresentações são realizados uma vez por semana em cada turma. Por causa do furto do vídeo cassete registrado há duas semanas, a escola está com dificuldades para exibir as fitas das apresentações já gravadas. Os alunos exibem seus trabalhos ao vivo para os colegas das outras séries entre um intervalo e outro das aulas.Usando teatro, música, vídeo e artes plásticas, uma escola municipal de Curitba baixou o índice de faltas a zero
Albari RosaAlbari RosaPlena atividadeAo lado, a professora Tatiane Patrícia Teixeira grava em vídeo os alunos que encenam uma peça de teatro. Abaixo, as crianças que fazem um jornal da escola

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