Proposta é instalar oito câmeras do lado externo e duas internas na escola, que atende 360 alunos
Proposta é instalar oito câmeras do lado externo e duas internas na escola, que atende 360 alunos | Foto: Saulo Ohara


As escolas municipais de Londrina enfrentam problemas com a segurança dos espaços físicos, que constantemente são alvos de vândalos e ladrões. A FOLHA vem noticiando essas ocorrências e na terça-feira (26) apurou que mais da metade das 120 unidades escolares da cidade não contam com monitoramento por câmeras de segurança. À reportagem, o secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, informou que o contrato com a empresa que fazia o monitoramento das câmeras foi rompido desde junho de 2017. Atualmente, o serviço nas escolas vem sendo executado pela GM (Guarda Municipal) atendendo apenas 54 unidades, como informado pela Secretaria Municipal de Educação.

Uma delas é a Escola Municipal Norman Prochet, localizada no Parque Guanabara (zona sul). Há cerca de três anos foi instalada uma câmera internamente, mas nos próximos dias a unidade ganhará mais dez equipamentos de alta tecnologia. Serão oito câmeras de vigilância do lado externo e duas internas. A medida de segurança foi possível pela iniciativa da sociedade civil organizada, através do Congp (Conselho dos Condomínios da Gleba Palhano) em conjunto com pais de alunos, como Alexandre Saito, que possui uma empresa de Tecnologia da Informação e conseguiu a doação das câmeras e materiais necessários para instalação. O valor doado em equipamentos é de aproximadamente R$ 23 mil.

Ele também assumirá toda a mão de obra. "A ideia é instalar uma central de alarme inteligente com acesso à internet. A direção terá uma espécie de 'botão do pânico' que poderá acionar a segurança diante de alguma atitude suspeita", destaca o empresário.

O monitoramento será feito pela Guarda Municipal. Na quinta-feira (28) pela manhã, a diretora da escola, Margarida Cândida Silva Lopes, se reuniu com o Congp, APM (Associação de Pais e Mestres), Conselho Escolar e Rogério Bellinello, presidente da Associação dos Guardas Municipais de Londrina. "Estamos trabalhando para finalizar todos os trâmites legais para atuar no monitoramento dessas câmeras", comenta, destacando que "não há um privilégio para esta escola. Essa medida só foi possível porque pais e mestres se atentaram a essa necessidade pela falta de recursos e efetivo do município."

O presidente da APM, Cristiano Andrade dos Santos, lembra que a maior parte das benfeitorias na escola, como a pintura e instalação dos aparelhos de ar condicionado, também é resultado do envolvimento dos pais de alunos.

A Norman Prochet registrou no mês de maio um furto de um notebook e, dias depois, sofreu um arrombamento na cozinha. Foram levados um liquidificador e uma caixa de som. "A casa vizinha da escola está abandonada e virou um mocó. Isso também tem nos preocupado, o que reforça ainda mais a importância de instalar essas câmeras", destaca Santos.

O presidente do Congp, Marcus Ginez, aproveitou a ida à escola para conhecer a estrutura e se inteirar sobre as demais necessidades da escola. "A ideia é fazer sempre um trabalho conjunto, unindo forças para trazer benefícios à região", diz.

Para a diretora da Norman Prochet, a iniciativa é um "projeto de segurança, que pode servir de exemplo. As escolas estão passando por esse problema e se cada bairro adotasse uma escola todos iriam se beneficiar", ressalta. A escola tem 360 alunos, do 1º ao 5 ano do ensino fundamental,

A Associação dos Guardas Municipais de Londrina representa cerca de 320 agentes, com o objetivo de defender os interesses da classe. O secretário Kuceki calcula que atualmente, há demanda para câmeras em 400 pontos em toda a cidade.

mockup