Outra reclamação dos moradores do Jardim São Jorge é a falta de professores. Segundo a vice-presidente da associação de moradores do Jardim São Jorge (zona norte), Dirciléia Leonel, o problema é antigo. ''Ninguém quer dar aula aqui porque o São Jorge é muito longe e não tem asfalto'', comentou. Esse desinteresse é confirmado pela diretora da Escola Atanasio Leonel, Maria Inês Vieira dos Santos Lozano. Ela inclui o medo da violência como outro fator considerado pelos candidatos. Ainda assim, ela garante que nenhum membro da escola tem qualquer reclamação quanto à segurança.
Na tentativa de suprir a falta de 12 professores, Maria Inês trouxe duas contratadas de outras escolas e remanejou sua equipe. Ela própria voltou às salas de aula. ''Está muito complicado dar conta de tudo'', afirmou. Sua expectativa é que até o dia 10 de março cinco novos professores prometidos pela Secretaria de Educação assumam seu posto na escola.
Para zerar o déficit de professores da rede pública municipal, a secretária da Educação de Londrina, Magda Tuma, disse que seria necessária a contratação de mais 300 pessoas. Mas, por enquanto, apenas 50 concursados estão sendo incluídos na folha de pagamento da prefeitura. ''Eles estarão nas salas de aula, no máximo, em um mês.'' Os novos professores trarão alívio imediato, principalmente, a duas escolas: Atanasio Leonel e Tereza Canhadas Bertan (zona sul).
De acordo com Magda, o último concurso da rede foi realizado em 2000. Na ocasião, 200 pessoas foram aprovadas e até agora 100 aguardam chamado. A Lei de Responsabilidade Fiscal é a justificativa que ela apresenta para não completar o quadro de professores. ''Espero que em breve possamos realizar uma nova seleção'', adiantou Magda ao lembrar que a validade do último concurso termina em maio.

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