Professores, pais e alunos da Escola Estadual Professora Rosilda de Souza Oliveira, de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, decidiram suspender as aulas no dia de ontem, para discutir o que fazer diante do abandono e falta de segurança pela qual passa o colégio. ‘‘Nós somos só professores. Não estamos preparados para desviar de tiro e de pedras’’, diz a professora Alba Lucis Marques, enquanto reclama da estrutura física e do policiamento precários no local.
O principal problema é a falta de segurança, uma vez que a escola e seus usuários se vêem ameaçados constantemente por vândalos da própria comunidade. ‘‘A escola já foi apedrejada e, na última terça-feira, uma pedra enorme foi jogada bem no teto do carro da diretora, em cima de onde ela estava sentada’’, diz Alba. Os professores também são obrigados a dar aula diariamente preocupados com o que pode ser jogado para dentro da sala através das janelas. ‘‘Eles jogam pedras, dão soco nas janelas sem nem querer saber se estamos dentro ou não’’, diz o professor João Pinto, supervisor da escola. Para os pais, a preocupação é grande: ‘‘Nossos filhos vão estudar e a gente não sabe se vão voltar vivos’’, reclama uma mãe que, por medo, preferiu não se identificar.
A falta de estrutura é outra reclamação. ‘‘A escola foi construída há dois anos, mas continua tudo provisório’’, diz o professor Sérgio Pinheiro, enquanto enumera os problemas: ‘‘as lousas estão riscadas e quebradas, entra chuva e frio pelas janelas quebradas, o pátio aberto é muito pequeno e praticamente não há pátio coberto para os dias de chuva’’.
A escola, que tem cerca de 400 alunos, já enviou vários ofícios para a Secretaria de Estado da Educação pedindo providências. A Secretaria garantiu à reportagem da Folha, ontem, que o Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Norte já estava ciente do problema e estava fazendo um levantamento da situação, o qual seria encaminhado ao setor responsável para que fossem tomadas as medidas necessárias.(M.G.)

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