Pais, alunos e professores do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, (Centro) de Londrina estão revoltados com a demora no início das obras de reforma do edifício do colégio. Acusam o governo estadual de estar prejudicando o colégio enquanto instituição de ensino, atrapalhando o rendimento do ano letivo e colocando em risco a vida dos alunos.
O secretário geral da Associação de Pais e Mestres (APM) do colégio, Luiz Arnaldo Prazeres, conta que os pais estão preocupados com a situação. Sabendo que a estrutura física da escola é precária e concordaram com a transferência dos filhos para outra sede para que as obras fossem realizadas. ‘‘Mas até agora nada foi feito. Quando chove muitas turmas precisam ir para outro lugar porque as salas estão cheias de goteiras, rachaduras e com os vidros quebrados’’, afirma.
Dorico da SilvaRachaduras nas paredes preocupam alunosConstruído em 43, diz, o prédio do colégio nunca passou por reformas. Parte do prédio chegou a ser interditada pelo corpo de bombeiros.
Com a demora houve uma evasão para outras escolas. Dos 3.600 que iniciaram o ano letivo no Champagnat, apenas 2.045 continuam no colégio.
‘‘O colégio goza de uma excelente reputação na comunidade. Tem um excelente quadro de professores. Quem vai perder com a mudança é a comunidade’’, diz o diretor Paulo de Tarso referindo-se ao desânimo que contagiou professores e alunos. Cita como exemplo da qualidade de ensino da instituição o fato de cerca de 20 estudantes do 3º ano do colégio terem passado no vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sem cursinho.
Dorico da SilvaJanelas com vidros quebrados são comunsO projeto de reforma do prédio foi discutido, diz Prazeres, e teve o apoio da comunidade do colégio. O Champagnat foi uma das escolas do Estado a se beneficiar dos recursos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) liberou às instituições de ensino que aderiram ao Programa do Ensino Médio (Proem). ‘‘Agora o governo quer realizar as obras em três etapas, com os alunos dentro da escola. Os pais não aceitam esta proposta’’, afirma.
Prazeres diz que será elaborado um novo projeto de reforma e o governo vai precisar de pelo menos dois meses para terminar e licitar a obra. Diz que a indefinição deixou a comunidade do colégio insegura. ‘‘Temos medo que a obra fique para a próxima administração’’, explica.
Ontem à tarde, a chefe do Núcleo Regional de Ensino de Londrina, Maria Genoveva Belucci, reuniu-se com professores e diretores da escolha para fazer alguns esclarecimentos. Segundo ela, a reforma será iniciada em 30 dias. Disse também que o remanejamento dos professores foi necessária porque o número de turmas no colégio será reduzido.

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