Escola 'rica' atende só alunos pobres
Paulo Pegoraro
De Cascavel
O mais luxuoso estabelecimento de ensino de Cascavel iniciou ontem o ano letivo consolidando uma bem-sucedida experiência de ação social, contemplando crianças de famílias pobres com atendimento educacional integral. Trata-se da Escola Centro Social Marista, que funciona com turmas do pré à 4ª série. A escola fica na zona leste da cidade, onde se concentram bairros pobres. O complexo tem tem 2,8 mil metros quadrados de área construída, amplas salas de aula e dependências para fins diversos, além de projeto paisagístico.
A escola, criada há 3 anos, atende 347 alunos, cujas famílias nada pagam, e eles também recebem os materiais necessários para as aulas. A exigência é de que as famílias tenham renda inferior a três salários mínimos mensais, e residam nos bairros Periollo e Colméia, habitados basicamente por operários (e muitos desempregados).
A manutenção do estabelecimento custa à organização Marista acima de R$ 25 mil, segundo o diretor local Walmir Gomes. No outro colégio Marista existente na cidade há 38 anos, frequentado por 1,5 mil alunos do maternal ao 3º ano do ensino médio, a mensalidade varia de R$ 153,00 a R$ 205,00.
Ano passado, a evasão no Centro foi de 4,2%. Um índice excepcional, observa a coordenadora Anna Carina Menegussi, ressaltando a origem das crianças. Anna Carina acrescenta que a repetência foi de 9,1%, na maioria dos casos crianças com idade compatível para determinadas séries, mas que não tinham base para acompanhar o conteúdo do Marista. Se a escola tivesse umas 20 salas de aula a mais elas também estariam lotadas, tal a procura das famílias por matrículas, disse a coordenadora.
A merenda é fornecida pela prefeitura: sopas, risoto, polenta e carnes variadas. Há também consultório médico ainda a ser ativado , gabinete odontológico e serviço de fonoaudiologia
Para recreação, as crianças dispõem de parquinho, quadra de esportes e área ao ar livre. Entre as instalações, além de 10 salas de aula, um auditório com 300 lugares e uma capela. O complexo tem ainda um laboratório de informática com 17 microcomputadores, biblioteca e sala de atividades.





