Curitiba

Arquivo FolhaDescentralizaçãoPrograma Estadual de Alimentação Escolar, desenvolvido pela Fundepar, será implantado em 40 escolas estaduais do Paraná a partir de agostoO projeto de descentralização do Programa Estadual de Alimentação Escolar, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), poderá provocar falta de merenda em 40 escolas do Estado já no mês de agosto. Pelo projeto, as escolas passarão a receber, a partir do segundo semestre deste ano, o valor equivalente a R$ 0,13 para custear cada refeição - e não mais os gêneros alimentícios em espécie, como vinha acontecendo. Como o valor é muito baixo, a estimativa é que os recursos sejam consumidos em pouco mais de uma semana.
Pelo repasse de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educação (FNDE), a Fundepar possui R$ 32,2 mil para cobrir, mensalmente, todas as 40 escolas do Paraná que fazem parte do projeto-piloto. As compras dos gêneros alimentícios serão feitos por Conselhos de Alimentação Escolar, criados em cada uma destas escolas, com base nas necessidades e preferências alimentares dos alunos. A idéia do programa é que a aquisição de alimentos em grandes quantidades permitirá que as escolas consigam obter descontos, horando o valor de R$ 0,13 por refeição.
Na prática, no entanto, os próprios coordenadores do programa admitem que o comprometimento do orçamento de cada escola será muito maior. O valor per capita, estipulado igualmente pelo governo federal para todo o País, ignora as diferenças de preços de determinados produtos em algumas regiões do Brasil. Em algumas cidades, como Medianeira e Paranaguá, por exemplo, os recursos recebidos pelas escolas poderão ser ultilizados apenas na compra de produtos perecíveis, enquanto os demais gêneros continuarão sendo distribuídos pela Fundepar. Na outras cidades do Estado que fazem parte do projeto, no entanto, os recursos deverão ser utilizados na compra de todos os produtos a serem usados na merenda.
Numa das escolas estaduais que participam do projeto no Paraná, o Colégio Estadual Ângelo Gusso, de Curitiba, o gasto mensal com refeições chega a R$ 4 mil. Pelos valores repassados pela Fundepar, a escola deverá receber apenas R$ 880 - provocando um rombo de R$ 3.120,00 nos cofres do colégio.
‘‘Os percentuais enviados a cada escola poderão ser revistos ao durante o projeto’’, admite a chefe da Divisão de Educação Alimentar da Fundepar, Márcia Cristina Stolarski. Ela afirma que o aproveitamento dos recursos pelas escolas será avaliado pelos relatórios mensais que serão entregues à Fundepar. As escolas que não estiverem com déficit de verbas deverão pedir alterações dos percentuais estabelecidos. A primeira avaliação oficial será feita pela Fundepar apenas no início do mês de setembro.
No Paraná, estão inscritas no projeto cinco escolas estaduais de Curitiba, cinco de Congonhinhas e Medianeira, 17 escolas de Paranaguá, três de Rio Azul e duas do município de São Tomé.

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