O diretor do colégio estadual Newton Guimarães, Luiz Vargas Prudêncio, afirma que a grande arma para vencer o problema da reprovação e da evasão foi desenvolver a auto-estima dos alunos.
Muitos, segundo ele, vindos de famílias desestruturadas ou desinteressadas, não cumpriam as obrigações escolares. ‘‘O aluno chegava aqui e queria se esconder atrás do colega, não conseguia sequer olhar para o professor porque não tinha feito a tarefa’’, lembra o diretor.
O projeto Contraturno Multidiscipliar, comenta Luiz Pridêncio, conseguiu suprir a falha, fazendo com que os alunos descobrissem uma forma de aprender e criassem o hábito do estudo.
Dos 33 alunos que participaram do projeto, inicialmente, apenas três não conseguiram acompanhar o restante da turma. Os demais superaram as dificuldades e chegaram ao 2º grau.
Os índices de reprovação e de evasão, inferiores a 1%, foram mantidos pela escola que, conforme destaca o diretor, tem agora a atenção voltada para a prevenção do problema.
‘‘Assim que os professores detectam um aluno com dificuldades já redobram os cuidados, procurando evitar que chegue à repetência’’.
De acordo com a professora Ângela Martins, o alto número de reprovação na 5ª série se deve à mudança brusca que o aluno enfrenta, tendo que deixar a figura da ‘‘tia’’ que atua da 1ª à 4ª série, dando todas as matérias. Na 5ª série, as disciplinas são dadas por nove professores específicos.
‘‘O aluno precisa de segurança porque tem que ter maior autonomia na classe, além de enfrentar o limite do horário’’, diz ela, referindo-se ao tempo de 50 minutos para cada aula.
Para a professora, a questão do limite é outro fator agravante. Ângela Martins comenta: ‘‘Muitos não têm essa noção em casa, fazem tudo o que querem e quando chegam na escola não conseguem conviver com os limites existentes’’.
(Luka Morais)

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