Escola pode fechar por falta de alunos
Lucinéia Parra
De Maringá
A diretoria do Colégio Theobaldo Miranda Santos e a Associação de Pais e Mestres (APM) iniciou uma campanha para aumentar o número de alunos na escola. Professores e pais de alunos percorrem as casas da Vila Operária para pedir que os adolescentes confirmem a matrícula. A campanha foi a única alternativa encontrada para impedir que a Secretaria de Educação feche o colégio por falta de alunos.
O principal problema é com as turmas noturnas. Este ano, apenas 70 alunos confirmaram as matrículas nas turmas noturnas do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio, correspondendo a uma média de 23 alunos por sala de aula. O mínimo de alunos exigido pela Secretaria de Educação do Estado é de 40 alunos por sala.
Não podemos deixar que o colégio encerre as atividades. Por isso, estamos fazendo de tudo para trazer os alunos de volta, disse o diretor do colégio, Vicente Liberato Filho. Ele explicou que o colégio, apesar de estar localizado na região central de Maringá, concorre com outros colégios de maior interesse por parte dos estudantes, como é o caso do Intituto de Educação, colégios João XXIII e Gastão Vidigal. Nesses colégios que sempre tiveram a preferência dos estudantes também há ociosidade nas turmas noturnas, comparou.
Além da concorrência com os colégios próximos, Liberato Filho afirma que a evasão escolar no período noturno aumentou significativamente nos últimos anos em função da preferência dos alunos pelo ensino supletivo. Apesar das dificuldades tenho confiança de que vamos conseguir o número de alunos suficiente, disse.
No domingo um carro com sistema de alto-falante percorreu as ruas da Vila Operária, convocando os estudantes a voltarem para o colégio Theobaldo Miranda Santos. Conforme o diretor da instituição, se o colégio alcançar 90 matrículas no período noturno, a Secretaria de Educação deverá autorizar as aulas.
De acordo com a chefe do Núcleo de Educação de Maringá, Dilce Terezinha Genari, o colégio não pode continuar as atividades se não tiver um número mínimo de alunos. Não é justo a comunidade pagar um colégio que não tem alunos, argumentou.
Dilce disse que não entende como um colégio no centro da cidade não consegue um número razoável de alunos. Realmente a procura pelo supletivo é grande, mas o colégio Theobaldo foi reformado recentemente e por estar numa excelente localização tinha que ter mais alunos.Diretoria e APM do Colégio Theobaldo Miranda Santos fazem campanha para aumentar confirmação de matrículas
Marcos NegriniARRASTÃODiretor Vicente Liberato Filho conversa com alunos para convencê-los a mudar para o período noturno





