Escola pede corte de mato desde junho
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terça-feira, 21 de novembro de 2000
Celia Guerra De Londrina 
O mato que circunda a Escola Estadual Benjamin Constant, na Vila Portuguesa, área central de Londrina, tem incomodado pais de alunos e a direção que temem pela segurança. Desde o mês de junho a escola e uma das mães enviaram 12 cartas aos órgão públicos em busca de solução, além de vários telefonemas feitos por outros pais. Nunca receberam resposta.
A região da escola pertence ao fundo de vale Bom Retiro, uma região de declive, apelidada pelos moradores de buracão. A última capina feita no local, segundo a diretora Rosilene Gotardello Pereira Cardoso, aconteceu em junho.
O problema do mato não é novo e as reclamações à prefeitura são constantes. A diretora comenta que também reivindicam o ajardinamento do terreno em declive, a contenção da totalidade do barranco e a construção de uma cerca no alto da Rua Amapá. O primeiro abaixo assinado foi enviado em 21 de março de 1978 para o prefeito da época, Antônio Belinati. O corte do mato já ameniza o problema. Lutamos mais pela limpeza do local, a beleza deixa-se para depois, disse Regina Célia Silva, mãe de uma aluna e autora de seis cartas e de alguns telefonemas. Ela tem um arquivo com todas as cartas já enviadas às autoridades municipais. Aracelis Peres da Silva tem três netos que estudam na escola e conta que, este ano, o neto de 11 anos teve o boné roubado e foi ameaçado com um canivete por um menino morador de um mocó no Centro Social Urbano da Vila Portuguesa, que fica em frente à escola.
O diretor presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Rafael Fuentes, diz que a limpeza do local é de responsabilidade da AMA. Ele disse ter recebido uma carta na semana passada e que ainda esta semana o mato será cortado. Fuentes alegou que este ano já foram feitas duas capinas na área. Quanto as demais obras reivindicadas pela escola, disse que não há previsão para realizá-las.


