Diretores de escolas municipais e estaduais de Foz do Iguaçu foram os primeiros alunos a participarem da aula inaugural do segundo ano letivo da Escola do Parque Nacional do Iguaçu. Eles participaram de uma palestra sobre as mudanças iniciadas na ano passado a partir da elaboração do Plano de Manejo do Ibama.
Durante a primeira aula de 2001, que contou também com a presença de secretários de Meio Ambiente de cidades interessadas em desenvolver projetos similares em sua região, a diretora Margarida Maris da Silva destacou os principais objetivos da centro de estudos. Criada em 26 de janeiro do ano passado, a Escola Parque é a única do Brasil a desenvolver aulas interativas, palestras e seminários a estudantes e também professores e profissionais ligados a projetos ambientais. ‘‘Eles fazem reciclagem mantendo contato direto com a fauna e flora, enquanto conhecem as trilhas e belezas naturais do local’’, explicou Margarida.
O diretor do Parque Iguaçu e representante do Ibama durante a solenidade, Júlio Gonchoroski, agradeceu os ‘‘parceiros que mantêm a escola em funcionamento’’ e lembrou que ‘‘educação ambiental’’ faz parte de um longo e constante processo de aprendizagem. ‘‘Aqui, as pessoas aprendem a fazer convivência ambiental e adquirem consciência ambiental. Mas é importante lembrar da educação sanitária, onde a população precisa aprender a cuidar do seu próprio ambiente’’, disse o diretor.
A Escola Parque não segue o calendário dos colégios comuns. Uma reforma geral no valor de R$ 21,1 mil também foi outro motivo que retardou o início do ano letivo. O prédio existe há quase 20 anos e funcionava até 1999 como escola para os filhos de funcionários do Ibama.
Gonchoroski comentou ainda sobre o projeto que prevê desconto de 50% aos moradores de cidades próximas ao Parque Iguaçu. ‘‘O pedido está tramitando em Brasília, mas já recebeu um ‘ok’ do ministro do Meio Ambiente. Creio que até a próxima semana teremos uma definição.’’

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