A decisão final sobre a transição administrativa da Escola Oficina, mantida atualmente pela Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), até a municipalização de toda a estrutura em janeiro de 2004, ficou para semana que vem. Apesar de ainda não ter analisado a proposta da prefeitura, a diretoria da entidade adiantou que terá que demitir funcionários para se adequar às exigências do acordo.
A análise foi feito por Márcio Filla, da diretoria da Acalon, durante um encontro tenso realizado ontem e que reuniu representantes do Ministério Público, Procuradoria Geral, Auditoria do Município e das secretarias de Assistência Social, Sa© úde e Educação. A direção da entidade questionou o prazo final para a utilização dos recursos obtidos com as oficinas de produção (padaria e lavanderia). ''O município quer que paguemos todas as dívidas e recisões contratuais com o que conseguirmos arrecadar até 31 de dezembro. A direção vai analisar a proposta de transição durante o final de semana'', afirmou Filla.
Para o procurador-geral do Município, Carlos Scalassara, a proposta é viável porque prevê a volta do repasse mensal de R$ 9,5 mil, inclusive dos últimos quatro meses. Em maio, o convênio havia sido interrompido devido a suspeitas de irregularidades. ''O município também assumirá algumas dívidas e colocará gente lá. O mais importante é que a Escola Oficina não será fechada de maneira alguma'', garantiu Scalassara.
Durante a reunião, foi levantada a possibilidade de reservar mais dinheiro para a diretoria quitar as dívidas. A Acalon deve 56 parcelas mensais para o INSS, acumuladas nos últimos cinco anos. ''Para saldar estas e outras dívidas, alguns funcionários serão demitidos neste processo'', lamentou Filla. O grupo volta a se reunir na segunda-feira para definir o processo de transição.

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