Escola Oficina tenta contato com Fani Lerner
Osmani Costa
De Londrina
A Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da Escola Oficina, tentará um contato na tarde de hoje com a secretária do Estado da Criança e de Assuntos da Família (Secri), Fani Lerner, para cobrar a renovação do convênio que repassava anualmente cerca de R$ 91 mil à entidade. A secretária estará na cidade para a entrega da reforma do prédio onde funciona a Guarda Mirim.
Vamos tentar conversar com a secretária, que é uma pessoa muito sensível às questões sociais, para saber a posição definitiva do governo em relação à Escola Oficina, que passa por uma crise financeira muito grave, comentou na tarde de ontem a presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira.
De acordo com ela, o dinheiro repassado pelo convênio suspenso por falta de renovação desde o início do ano era destinado ao pagamento de 30 funcionários da escola. Outros seis funcionários que trabalham na educação profissionalizante de 150 alunos carentes, entre 7 e 17 anos, são cedidos pela Prefeitura de Londrina.
Em consequência do não-repasse da verba do convênio pela Secri, que alega falta de recursos orçamentários, a Acalon fechou no mês passado a Casa de Convivência, que serve como a porta de entrada da Escola Oficina e por onde passam crianças e adolescentes encaminhados pela Ação Social, Ministério Público, Conselho Tutelar e Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).
Leozita Vieira ressaltou que, sem as verbas da Secri, a escola pode encerrar suas atividades no próximo mês. Necessitamos de cerca de R$ 65 mil para as folhas de pagamento de novembro, dezembro e 13º salário dos 30 funcionários. E não temos onde arrumar este dinheiro. O Estado, que construiu a escola, não pode abandoná-la de uma hora para outra.





