Educadores da Escola Oficina (zona norte de Londrina) iniciaram ontem a visita a casas de alunos para comunicar o retorno das atividades na próxima segunda-feira. Os professores também definiram ontem o horário das atividades oferecidas. A Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da escola, deu férias coletivas aos funcionários desde dezembro, por falta de recursos para a manutenção da entidade.
A escola, que atende 185 crianças e adolescentes em extrema miséria, enfrenta sérias dificuldades desde que o governo do Estado rompeu o convênio com a instituição, em meados do ano passado. A Acalon funcionará por um mês, prazo dado pela própria entidade para obter recursos necessários para o funcionamento.
Na busca de recursos, até mesmo uma barraca na feira da Avenida Saul Elkind (zona norte) está sendo organizada pelos professores e funcionários. Eles estarão, a partir de domingo, vendendo artesanato e pães produzidos pela escola, além de roupas usadas.
Mesmo fechada a escola não deixou de ser visitada por alguns alunos, como Paulo Vinícius do Nascimento, 12 anos. Ele mora com a avó e mais quatro irmãos e disse sentir muita falta da escola. A possibilidade de fechamento incomoda Paulo e muitas outras crianças e pais, que depositaram nela as perspectivas de um futuro melhor.
Jaqueline Freire, 14 anos, está na escola oficina há cinco anos e recebeu com satisfação o comunicado da reabertura do estabelecimento. Ela faz o curso de cabeleireiro e já ganha alguns trocados como manicure. Já a dona de casa Maria Isolina, mãe de seis filhos, três deles matriculados na escola, disse que além da educação dos filhos, a sobrevivência da família depende da Acalon. Ela se mantém unicamente com uma cesta básica que recebe da entidade.

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