A falta de recursos pode levar a Escola Oficina de Londrina a suspender o trabalho voltado a recuperação de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Segundo Leozita Baggio, presidente da Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon) - entidade que administra a escola, desde maio deste ano a Prefeitura de não paga pelos pães que a escola fornece à administração e a dívida chega a R$ 34 mil. ‘‘Nossa projeção é que até o final do ano precisaremos de R$ 23 mil, isso se a Prefeitura nos pagar’’, afirmou.
Leozita disse ainda que desde setembro a Acalon não recebe os R$ 7 mil mensais previstos no contrato de autogestão firmado com a Secretaria de Ação Social. Os R$ 20 mil que deveriam ser repassados pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente também não foram liberados pela Prefeitura. O contrato com O Governo do Estado - prevendo um repasse mensal de R$ 5 mil - venceu em junho e não foi renovado. Por causa da falta de dinheiro, a Acalon fechou a Casa de Convivência, onde os menores passam por uma adaptação antes de ingressar na Escola Oficina.
‘‘Não temos certeza de recebermos esses recursos e por isso não podemos receber mais crianças’’, disse Leozita. De acordo com a a assessoria de Imprensa da Prefeitura, o prefeito Jorge Scaff (PSB) garantiu que na segunda-feira irá resolver o problema da Escola Oficina. A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, reuniu-se com o prefeito para discutir o problema. Segundo ela, Scaff prometeu liberar R$ 20 mil. Édina de Paula disse ainda que o prefeito não sabia que a Escola Oficina fornecia pães para a administração municipal. A Acalon está desenvolvendo uma campanha para receber doações de R$ 10 e R$ 25. Os interessados podem ligar para 330-3861.