Escola Oficina de Londrina continua fechada
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Silvana Leão De Londrina 
A Escola Oficina de Londrina adiou, ontem, o reinício das atividades pedagógicas com as crianças e adolescentes em situação de risco atendidas pela instituição. A Associação da Criança e do Adolescente (Acalon), mantenedora da escola, tomou a decisão em assembléia, argumentando não ter condições financeiras de mantê-la no momento. Continuam em funcionamento apenas a padaria e a lavanderia, que têm contratos a cumprir e são responsáveis por parte da renda da entidade. Uma decisão definitiva será tomada em assembléia geral marcada para o próximo dia 8.
A exemplo de outras entidades, a Acalon recebe do Fundo de Assistência municipal R$ 7.180,00 mensais, através de termo de parceria. Anteontem a prefeitura, que econtrava-se em atraso com os pagamentos, anunciou a liberação dos 30% referentes a novembro e a liberação de 50% (cerca de R$ 193 mil) dos recursos de dezembro.
No caso da Acalon, porém, a dívida da prefeitura não pára por aí. A escola tem aproximadamente R$ 35 mil para receber do município, referentes ao fornecimento de pão. Apesar disso, a prefeitura é a nossa maior parceira. Nossa preocupação, agora, é por uma definição maior, para sabermos se podemos receber os meninos de volta ou não, disse a presidente da associação, Leozita Baggio Vieira. A instituição atende cerca de 190 crianças e adolescentes que vivem em situação de risco.
O secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo, informou que liberou na última segunda-feira R$ 15 mil para a Acalon, e que o problema tem sido considerado prioritário. Já a secretária de Ação Social, Maria Luíza Rizotti, adiantou que apresentou uma proposta de aumento do valor de repasse para a associação, que depende ainda de estudo e de aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social. Ao todo, a Escola Oficina recebe uma verba mensal de aproximadamente R$ 28 mil, mas as despesas giram em torno de R$ 38 mil.


