Escola Norman Prochet reforça segurança após arrombamento
Direção e associação de pais planejam instalar portas de ferro e distribuir botões de emergência
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de março de 2019
Direção e associação de pais planejam instalar portas de ferro e distribuir botões de emergência
Pedro Marconi - Grupo Folha 

Após a escola municipal Norman Prochet, no Parque Guanabara, zona sul de Londrina, ser invadida, a direção e a Associação de Pais e Mestres iniciaram um plano para reforçar a segurança do prédio. A instituição foi alvo de ladrões na madrugada de sexta-feira (22), quando foram levados 24 notebooks, quatro chromebooks, tablets, caixas de som e R$ 1,8 mil de duas rifas.
Parte do material foi recuperada pela Polícia Civil durante a tarde de sexta numa residência no jardim Olímpico, zona oeste. Nesta segunda-feira (25) foram devolvidos à escola todos os notebooks, os chromebooks e os tablets. “Já o dinheiro não foi encontrado. Esta quantia iria ser usada para reformar a biblioteca para as crianças”, lamentou a diretora da unidade, Margarida Candida Silva Lopes. A Norman Prochet atende 333 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
Durante esta segunda a escola promoveu algumas ações para homenagear os agentes de segurança envolvidos na operação que culminou na recuperação dos objetos. “Também serviu para mostrarmos às crianças que a prática ruim não compensa e para falarmos com a comunidade. Conforme os estudantes iam chegando na entrada fomos batendo palmas para eles, pois são a razão da nossa dedicação”, ressaltou. Segundo Lopes, muitas pessoas procuraram a escola depois da invasão.
O prejuízo também foi estrutural, já que câmeras foram danificadas, assim como o sistema de segurança. Agora, a programação é que sejam colocadas portas de ferro em diversas salas, com solicitação de digital nos locais onde ficam guardados os equipamentos de maior valor. “No fim de semana o pai de um dos alunos restaurou as câmeras, que ficam ligadas na GM (Guarda Municipal). Ainda serão distribuídos botões de emergência para os professores, que também vão tocar na guarda”, explicou.
Os investimentos serão feitos a partir da ajuda dos pais, que estão arrecadando verba por meio da associação. “Quando este tipo de situação acontece a escola sai da rotina. Tira o foco da parte pedagógica para resolvermos problemas. Na sexta do arrombamento as crianças ficaram bem assustadas e comovidas. Tivemos que parar as aulas em vários momentos”, relatou.


