A suposta agressão contra uma professora por um aluno da Escola Municipal Atanázio Leonel, no Assentamento São Jorge, zona norte de Londrina, denunciada na sessão de anteontem na Câmara causou surpresa tanto na direção da escola quanto na Secretaria Municipal de Educação. A diretora da escola, Maria Inês Lozano, afirma que nenhum professor sofreu qualquer tipo de agressão.
Segundo a diretora, durante o recreio um aluno de 13 anos, da 3ª série do Ensino Fundamental, teve um surto nervoso e entrou na sala dando pontapés nas paredes e carteiras, derrubando algumas delas. Mas a sala estava vazia. A zeladora da escola, Olivina Leonel, mais conhecida por Regina, que é também líder comunitária no bairro, entrou na sala para acalmar o garoto e chegou a ser ameaçada, mas não foi atingida. Após conversar com o aluno conseguiu que ele levantasse as carteiras derrubadas.
A zeladora, segundo Maria Inês, esteve na casa do aluno no final da tarde e foi informada pela mãe que essas crises já havia acontecido algumas vezes em casa e na outra escola em que estudava. A direção da escola vai realizar uma triagem com o garoto e a família e encaminhá-lo para tratamento médico. A escola foi inaugurada no início de março. A diretora diz que as professoras ainda não conhecem o perfil dos alunos, mas não ocorreu nenhum fato que significasse violência.
A violência que ocorre ao redor das escolas como as drogas, são para chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina (NRE), Sandra Regina Rodrigues do Amaral, o principal motivo de preocupação. ‘‘Nosso temor são os grupos e elementos estranhos à vida escolar que podem estar repassando drogas aos alunos se não vigiarmos melhor’’, salienta.
Sandra disse que os casos de agressão a professores ou entre os alunos ocorrem, mas de forma isolada. Não há, para ela, como deteminar bairros, turmas, ou faixas etárias onde ela acontece com mais frequência. Esse tipo de violência, segundo a chefe do NRE é classificado como indisciplina e os diretores têm como controlar.

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