Imagem ilustrativa da imagem Escola Municipal Maria Shirley comemora 20 anos
| Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

Localizada no “coração” do conjunto Alexandre Urbanas, na zona leste de Londrina, a Escola Municipal Maria Shirley Barnabé Lyra vem evoluindo com o tempo, assim como a região, mostrando que sua sintonia com a comunidade está sempre pulsante. Nesta sexta-feira (10), a unidade completa 20 anos. São 481 alunos do P5 ao 5º ano, distribuídos em dois turnos, com 42 funcionários.

Em comemoração ao aniversário, a direção da instituição programou para a manhã de sábado (11) uma atividade especial aberta a toda população. Desde o início do ano os estudantes têm trabalhado com a temática do crescimento da cidade e da própria escola. Toda a pesquisa foi convertida em maquetes, entre outros trabalhos, que serão apresentadas neste fim de semana durante uma mostra. Também haverá uma sessão de cinema de toda esta história. “É para relembrar os 20 anos. Tem maquetes representando os nossos espaços, o bairro, e fazendo um paralelo com o município”, destaca a atual diretora, Neia Barreto.

A unidade começou antes mesmo de o prédio ser concluído. Cerca de 100 alunos frequentavam o centro comunitário do Alexandre Urbanas, sendo atendidos por professores e direção da Escola Municipal Miguel Bespalhok, no jardim Antares, zona leste. “Na época a prefeitura liberou e os pais fizeram as matrículas antes da estrutura ser entregue. Começou o ano letivo e a equipe da escola Miguel era responsável, até finalizar tudo. A ata de inauguração, com diretora e professores assumindo, é de dez maio de 1999”, explica. São atendidos meninos e meninas do Alexandre Urbanas, Abussafe, jardim da Luz, Portal do Pioneiros e Chamonix.

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| Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

AMPLIAÇÃO
Primeira supervisora, Silvia Gerino relembra que logo após iniciar o funcionamento, a instituição tinha poucas salas e o entorno não contava com tantas residências como hoje. “Eram quatro salas de aula funcionando, quatro professores, diretora e cozinheira. Atualmente, abrangemos quase que um quarteirão inteiro, mas antes era só a parte de cima. Onde temos salas era o refeitório para a merenda. Conforme o bairro foi aumentando se viu a necessidade de ampliar a escola, construindo uma outra parte”, conta. São nove salas de aula sendo utilizadas neste ano letivo em cada período, quadra, biblioteca, laboratório de informática.

Exercendo o cargo de professora por meio de horário suplementar quando a escola passou a funcionar, Elaine Inocêncio da Silva está na lista das primeiras docentes. Ficou um ano, depois voltou para o local que já lecionava, e há 11 anos decidiu transferir seu “padrão” para o Maria Shirley Barnabé Lyra. “A minha sala era dividida com o refeitório. Então, tinha um biombo de madeirite que separava. Era muito barulho no intervalo”, recorda. “Aqui é minha segunda família e casa. Quando venho para o trabalho 'desligo' os pensamentos sobre a residência onde vivo e meu foco é na escola”, resume.

OFICINAS
Além da grande comum curricular, a instituição tem buscando desde 2018 oferecer oficinas para os alunos em formato de contraturno. São projetos de música, teatro, capoeira, entre outros, que ocorrem em parceria com especialistas das áreas e organizações. O Detran (Departamento de Trânsito do Paraná) ainda tem aplicado ações de conscientização. “São maneiras de 'tirá-los' da frente do computador e celular e ajudar para que continuem se desenvolvendo”, destaca Neia Barreto.

Aos fins de semana a quadra e o parque são abertos à comunidade, para promover a ideia de pertencimento. No ano passado a unidade não registrou nenhum arrombamento.

Para as profissionais, o avanço da escola, em todos os sentidos, está estritamente ligado às histórias de vida. “Era um lugar pequeno e com o tempo fomos criando nossa identidade, nossos alunos. Tínhamos uma realidade e isso foi se alterando com as mudanças dos perfis de família e das crianças. Fiz minha vida profissional aqui. Era professora e entrei para supervisão neste local. Aprendemos e sonhamos juntos, montando a escola que queríamos”, enaltece Silvia Gerino, que continua supervisora. Ela também ficou um tempo fora, retornando no ano passado.

“Cheguei em 2014 e estou no meu segundo mandato como diretora. Apesar das duas décadas, sou a terceira direção apenas. Para o futuro desejamos melhorar cada vez mais para os alunos e quero me aposentar aqui, pois sou muito feliz”, aponta Neia Barreto.

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