Mário CésarPelo meioObras da Escola municipal do Meio Ambiente, próximo à barragem do Igapó: pronta, apenas a concretagemO espaço projetado para abrigar a escola municipal do Meio Ambiente, que começou a ser construída pela administração anterior, próxima à barragem do Lago Igapó (zona sul de Londrina), pode ter outra destinação. Foi o que admitiu ontem o superintendente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Nelson Kohatsu.
Segundo ele, por não ser considerada prioridade pela atual administração, a obra, interrompida no final de novembro devido às chuvas, não teve continuidade.
Kohatsu informa que, para evitar desperdício de material, a Prefeitura concluiu apenas os trabalhos de concretagem. Faltam ainda cobertura, pisos, acabamento, instalações hidráulicas e elétricas.
A AMA não tem uma previsão sobre a conclusão das obras mas, conforme Kohatsu, devem estar prontas até o final do ano. Até lá, a autarquia terá um estudo sobre a destinação do local. ‘‘Vamos avaliar a área para ver se é adequada ao funcionamento de uma escola do meio ambiente’’.
A escola com 570 metros quadrados de construção deveria estar pronta em novembro do ano passado. A parte de alvenaria foi concluída, faltando a colocação de esquadrias de madeira e vidros. O projeto prevê quatro salas de reuniões, salas para o setor administrativo e biblioteca. De acordo com a AMA, para concluir as obras serão necessários R$ 130 mil.
Já o Centro Comunitário de Educação Ambiental - Piá Ambiental -, construído pelo Governo do Estado, na vila Brasil (área central), deve ser inaugurado no final do próximo mês, conforme informou ontem o superintendente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Paulo Maeda. Ele disse que a obra já foi concluída e que está faltando apenas a Sanepar executar o serviço de rede de esgoto no centro comunitário. ‘‘Já fizemos o pedido dos equipamentos necessários (geladeira, fogão, mesas) à Secretaria da Família e Criança’’, relatou.
No fimO Centro Comunitário de Educação Ambiental, na vila Brasil: à espera de equipamentos e rede de esgoto
Os trabalhos no centro comunitário serão feitos em parceria com a Prefeitura. Kohatsu explicou que serão desenvolvidos projetos pelas secretarias de Ação Social e Educação e AMA. Ele explica que o Piá Ambiental não vai seguir os moldes do projeto implantado em Curitiba. ‘‘Cada município tem programas diferentes pela questão da formação das crianças’’, diz.
Maeda informou que a princípio serão atendidas no total 300 crianças, metade pela manhã e outra metade na parte da tarde. Será dada prioridade às crianças carentes da região. ‘‘Elas precisam estar estudando e vão desenvolver atividades no centro comunitário no turno em que não estiverem na escola’’, observou. Todas as atividades serão voltadas ao meio ambiente, como jardinagem, cultivo de mudas, reaproveitamento de lixo. ‘‘Tudo será feito para que a criança não fique na rua, sem fazer nada’’, afirmou.
O centro comunitário ocupa uma área de 10 mil metros quadrados, com um prédio de 249 metros quadrados. O Governo do Estado gastou R$ 300 mil na revitalização da área, que conta ainda com parque infantil, campo de futebol suíço, quadras poliesportiva e praça. Um posto de saúde, construído pela administração municipal, também foi incorporado ao projeto. A idéia é trabalhar simultaneamente nas áreas de educação ambiental, serviço social e de atendimento à saúde.
A Folha não conseguiu localizar ontem membros da administração anterior para comentar a possibilidade de nova destinação para as obras da Escola Municipal do Meio Ambiente. Foram procurados o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, o ex-presidente da AMA Hélio Dutra e o ex-chefe de gabinete da prefeitura, Agnaldo Kupper.

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