Professores e alunos do Colégio Estadual Tancredo Neves, em Maringá, pretendem abrir as manifestações do movimento ‘‘Basta, eu quero paz’’, hoje na cidade, com uma passeata lembrando a morte do professor Alcir Cirilo Queiroz. Ele foi morto no dia 4 de março de 1998, no estacionamento da escola, onde lecionava inglês. Através da placa do veículo usado na fuga, a polícia prendeu, alguns meses depois, o cobrador Paulo Wanheimburg, de Curitiba. Até o início do mês passado ele alegava que matou o professor depois de um desentendimento no Parque do Ingá.
No dia 8 de junho, Wanheimburg decidiu revelar que foi contratado por Jaime Batista Ferraz, de Jandaia do Sul, para matar o professor Queiroz. A polícia de Maringá descobriu que Jaime Ferraz foi morto no final do ano passado, depois de um desentendimento em um bar. ‘‘Queremos sensibilizar as autoridades para o fim da violência’’, explica a orientadora da escola, Marisa Trindade Peixoto. Ela diz que toda comunidade ficou chocada com o crime, que até hoje não está totalmente explicado.
As outras manifestações do dia serão realizadas na praça da catedral, a partir das 18 horas, com solenidade e instalação de um mural. Durante o dia estudantes farão atos em favor da paz. Pessoas que tiverem algum parente ou conhecido vítima da violência poderão levar um cartaz ou foto para ser colocado no mural. No final da tarde, entidades de vários setores se reunirão na praça para um ato que vai acompanhar as manifestações em todo o Brasil.

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