Escola inova com inglês e currículo americano
Escola inova com inglês e currículo americano
Lucilia Okamura
Crianças norte-americanas, canadenses e brasileiras estudando à moda do Tio Sam, com a maioria das aulas em inglês e ensino que mistura os currículos do Brasil e dos Estados Unidos. Assim funciona a St. James American School, a primeira escola americana da região de Londrina, que fica na Avenida Santos Dumont (zona leste).
As aulas começaram em fevereiro e a procura pela escola superou a expectativa dos donos. Atualmente, são 50 alunos do maternal à 1ª série, que participam do ensino regular, das 13h30 às 17h30. A diretora administrativa da escola, Márcia Yumi Kobayashi, diz que a intenção inicial era manter as aulas em período integral, mas o horário foi reduzido a pedido dos pais. Resolvemos diminuir as férias para não prejudicar a carga horária.
As crianças que frequentam o ensino regular podem ser separadas em grupos específicos, diz Márcia Kobayashi. As primeiras matrículas foram de crianças cujos pais já conheciam o sistema de uma escola americana e viveram em cidades maiores, como São Paulo e Curitiba. Há também filhos de famílias de londrinenses que têm uma visão cultural e uma vivência maiores, segundo ela.
Também frequentam as aulas crianças estrangeiras, filhos de funcionários de multinacionais que foram transferidos para Londrina. Este grupo representa 15% do total de alunos e é formado por norte-americanos e canadenses. A expectativa, com o anúncio da vinda de novas indústrias para a Cidade, é de que o número de estrangeiros aumente para 30% a 40% das vagas. O número não vai ser tão grande porque Londrina não é uma capital, com embaixadas e consulados, comenta.
Márcia Kobayashi revela que no primeiro mês de aulas houve dificuldades porque a grande maioria das crianças veio de outras escolas e já estava acostumada a um ritmo diferente. Ela conta que os alunos estranharam, por exemplo, não ficar em uma só sala de aula - são diversas oficinas, como de artes, jardinagem e informática.
O inglês também foi empecilho, já que a grande maioria das crianças desconhecia a língua. Hoje a língua inglesa é falada em 80 a 90% do tempo, afirma. É comum a criança chamar a professora de teacher, em vez de tia, e de dizer Im sorry no lugar de desculpas.
Por causa da grande procura, foram abertas turmas especiais na escola. Pela manhã, 40 crianças assistem duas vezes por semana a aulas de inglês. A diretora informa que esses alunos frequentam outra escola, mas gostariam de ter acesso ao sistema americano. Há também um grupo de 17 alunos formado por crianças e adolescentes que viveram com os pais no exterior e têm aulas bilíngues.
Apesar do grande interesse demonstrado pelos pais de alunos, Márcia Kobayashi afirma que a escola não será ampliada e não vai abrir vagas sem critério. Segundo Márcia, o objetivo é incluir mais uma série no ensino a cada ano, até chegar ao 1º grau completo. Ela informa que o número de alunos por turma é pequeno, se comparado ao de outras escolas. A mensalidade está um pouco acima da média de Londrina.





