de Ponta Grossa

Celso MargrafProjeto transforma salas de aula convencionais em laboratórios específicos para cada disciplina: apoio dos alunosTendo como um de seus principais objetivos melhorar a qualidade de ensino integrando aulas práticas e teóricas, uma escola pública de Ponta Grossa transformou as salas de aula em verdadeiros laboratórios de aprendizado. Trata-se do projeto ‘‘Salas Laboratório: uma Alternativa para Qualidade de Ensino’’, que vem sendo desenvolvido desde o início do ano na Escola Estadual Polivalente, com a participação de 550 alunos de 5º a 8º séries.
A partir da implantação do projeto, as salas de aula foram devidamente estruturadas, para serem utilizadas por disciplinas específicas. O material didático, assim como os equipamentos necessários para o desenvolvimento de cada disciplina, passa a fazer parte da sala de aula. No novo sistema, quem troca de sala entre as aulas são os alunos, e não os professores, como acontece pelo método tradicional.
O diretor da escola, Célio de Moura, explica que cada disciplina tem uma sala específica, adaptada e decorada pelo próprio professor. Entre as salas-laboratório já estruturadas, estão a de português, matemática, história, geografia, leitura, inglês e educação artística, além de técnicas agrícolas, industriais e comerciais. O próximo laboratório a ser implantado será o de informática.
Celso MargrafMoura, diretor da escola em P.Grossa: estímulo a professores e alunos
Com o projeto a direção da Escola Polivalente pretende redimensionar a prática educativa, tornando mais dinâmicas as atividades interdisciplinares. De acordo com o diretor da escola, uma das finalidades do projeto é tornar as aulas mais interessantes e atraentes, não somente para os alunos, mas também para os professores. ‘‘O ambiente estimulante de cada laboratório funciona como um incentivo para estudantes e professores’’, disse Célio.
O principal reflexo desse novo conceito de ensino está na queda do índice de evasão escolar e na melhoria do rendimento dos alunos. Segundo Célio de Moura, como o projeto é recente, a escola ainda não tem um levantamento sobre a queda no índice de evasão. No entanto, ele garante que o número de crianças que deixou a escola caiu significativamente em relação ao mesmo período do ano passado.
Para a professora Marialva Ribas Kincheski, responsável pela disciplina de História no Polivamente, através do novo método fica mais fácil coordenar e organizar as aulas. ‘‘A estruturação das salas de acordo com cada disciplina está permitindo um aproveitamento e um desempenho melhor dos alunos e dos professores’’, diz. A aluna Soraya Petla Silva, que cursa a 8º série no Polivalente, explica que o ambiente dos laboratórios deixa os alunos mais à vontade, facilitando o aprendizado.
A avaliação do projeto vem sendo realizada através de discussões e análises dos resultados, levantados periodicamente, junto com professores, alunos, pais e a equipe técnico-pedagógica da escola. A Escola Estadual Polivalente tem 20 anos e 820 alunos matriculados no ensino de 1º e 2º Graus.

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