Além do problema das faltas, resultantes das péssimas condições das estradas, os moradores também reclamam da única escola que atende às crianças daquela região, de 1 à 8 séries. ''O colégio funciona em um barracão. Às vezes falta água, o banheiro é improvisado. Se eu tivesse dinheiro, eu mesmo reformava'', revelou Cleverson dos Santos, 16 anos, que está na oitava série. Santos acrescentou que, ao invés de muro, a escola tem cerca, e o portão está caindo. ''Dá vontade de ir embora. Se a escola fosse mais arrumada, ia dar mais gosto de estudar'', comparou.
William da Silva Morais, 18 anos, tem uma irmã na escola. ''Não tem quadra de esportes, e a área para recreação é um terreiro improvisado, com chão de terra batida'', relatou, acrescentando que a falta de professores é outro problema.
Outra coisa que faz falta é um posto de saúde. ''Se o caso é grave, tem que ir até Telêmaco Borba. Até o hospital em Ortigueira são mais de 50 Km. Também não tem ambulância nem dentista. Só um médico que aparece de vez em quando'', lamentam os moradores. (A.I.)

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