Escola especial ganha sede própria
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de julho de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
No final da tarde de ontem, foi inaugurada a sede própria da Escola de Educação Especial Flávia Cristina. As obras do prédio, no número 3.000 da avenida Saul Elkind, zona norte de Londrina, custaram R$ 120 mil e foram financiadas pela Sercomtel e Comitê Solidariedade dos Funcionários da empresa de telefonia. Eles angariaram verbas através da doação espontânea de tiquete-refeição.
Anteriormente, a escola funcionava num espaço alugado no jardim Quebec (zona oeste). A sede própria tem 321 metros quadrados e capacidade para atender 75 crianças portadoras de deficiência física e mental, dez a mais que o público atendido atualmente. ''A grande vantagem em relação à sede antiga, além do maior conforto, é que o projeto arquitetônico do prédio foi traçado tendo em mente todas as necessidades de uma escola de educação especial'', conta a presidente da Associação Flávia Cristina, Helaine Cristina Herrero.
Há sete anos, Helaine Cristina criou o grupo com o objetivo de homenagear a filha de oito anos, morta num acidente. Futuramente, o prédio deve ser ampliado para 650 metros quadrados, o que possibilitará o atendimento de 120 crianças. ''Para isso, já estamos buscando recursos'', diz Helaine. Dos 65 alunos da escola, 70% moram na zona norte. O terreno para a obra foi doado pela prefeitura.
A dona de casa Erlita Telles dos Santos, mãe de Dionatan, 13 anos, portador de paralisia cerebral, comemorou a mudança. ''A escola agora fica mais perto de casa, mas isso não traz tanta diferença, já que antes uma van levava o Dionatan para a escola. A vantagem é que o novo espaço é maior, mais confortável e mais bonito. Achei ótimo'', elogia. Erlita conta que na escola o filho realiza exercícios de fonoaudiologia e fisioterapia.


