Escola especial é premiada em concurso
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segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Ponta Grossa Crianças e adultos, a maioria pertencente a famílias pobres, vão se beneficiar de um prêmio em dinheiro conquistado na semana passada pela Escola de Educação Especial para Portadores de Lesões de Lábio-Palatais de Ponta Grossa.
Ainda este mês, a conta bancária da unidade irá engordar seu saldo em cerca de R$ 6,9 mil, valor referente à primeira parcela do repasse. A segunda parcela de igual valor está prevista para ser depositada em setembro.
Os R$ 13,8 mil são oriundos do Concurso Social Produto do Bem, organizado pela Farmais, rede de farmácias do País, em conjunto com a Organização Não Governamental (ONG) Full Jazz Comunidade. A escola ponta-grossense é uma das sete ONGs contempladas com o prêmio, a única em todo o Estado.
O anúncio foi feito na sexta-feira em São Paulo, sede da empresa. Participaram no concurso propostas de 135 ONGs espalhadas pelo Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Depois de uma seleção prévia de 10 projetos, os avaliadores decidiram contemplar apenas sete projetos. Além da iniciativa paranaense, foram premiadas uma do Rio Grande do Sul, outra de Santa Catarina, duas do Rio de Janeiro e duas de São Paulo
A proposta inscrita pela escola de educação especial, batizada de Projeto Melhorando Sorrisos pedia recursos para a compra de equipamentos fonoaudiológicos e odontológicos. De acordo com o texto enviado aos avaliadores, desde 2003 a escola já atendeu 284 pacientes portadores de lesões de lábio cadastrados para a reabilitação. O atendimento é integrado e abrange atenção nas áreas Médica, Fonoaudiologia, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Pedagogia. Não há restrição em relação à faixa etária dos pacientes. A escola atende desde bebês até adultos.
A motivação para a inscrição, segundo a diretoria da escola, foi a necessidade de se proporcionar aos portadores um atendimento clínico mais efetivo, ''melhorando a qualidade dos procedimentos de reabilitação, para melhor adaptação ao meio em que vive''. Os equipamentos que serão comprados são essenciais, de acordo com a proposta enviada ao concurso, ''sem os quais não é possível oportunizar o tratamento terapêutico''.
É a primeira edição do concurso da Farmais (uma gigante de 615 lojas), empresa que lançou este ano o Produto do Bem, que beneficia instituições carentes através da venda de produtos que estarão marcados com o selo ''produto do bem'' em todas as unidades da rede. O programa consiste na adesão de fabricantes de cosméticos e laboratórios farmacêuticos, que escolheram produtos de suas marcas para serem identificados de forma que o consumidor saiba que, ao comprar qualquer um deles, estará ajudando entidades cadastradas.
Para participar do concurso, que já inicia outro ciclo neste segundo semestre, as ONGs devem apresentar projetos orçado em, no máximo, R$ 60 mil. A cada três meses, as empresas patrocinadores receberão relatórios explicativos a aplicação dos recursos do prêmio.


