Vidros quebrados, papéis queimados e alambrados destruídos: esse foi o cenário encontrado por professores que abriram as portas do Colégio Estadual Thiago Terra, na manhã de ontem. Essa não foi a primeira vez em que a escola, localizada no Jardim União da Vitória (Zona Sul), foi alvo de vandalismo e roubo.
De acordo com a diretora Maria Ângela Leite, ao chegar na escola os servidores se depararam com o caos: dezenas de vidraças quebradas, enormes pedras de concreto espalhadas pelo chão, restos de uma fogueira feita em meio a rampa construída para cadeirantes e fezes humanas espalhadas pelos corredores.
O cenário, que nada deveria ter de comum com uma escola pública, parece não surpreender mais a direção. ''Desde que nos mudamos para aquele endereço, em meados de janeiro deste ano, somos recepcionados com ações desse tipo. Há uma luta constante contra grupos que insistem em levar drogas e bebidas alcoolicas para dentro da escola. Não vamos permitir que isso aconteça porque o papel da escola é ensinar, passar conhecimento.''
No mês de março uma bomba caseira explodiu dentro do banheiro masculino em pleno horário de aula. Além disso, a diretora lembra que todo fim de semana é comum os servidores se deparar com ''surpresas''. ''Houve um dia que chegamos e haviam roubado leite em pó e produtos da merenda escolar.''
Para Maria Ângela, é lamentável esse tipo de ação, mas a direção continuará mantendo o mesmo sistema de organização. Ela disse que pretende ampliar as atividades em conjunto com a comunidade. ''Queremos mostrar para comunidade que a escola é deles e que todos nos ajudem a identificar esse tipo de infrator. Queremos utilizar os recursos para melhorar cada vez mais o ensino e não para resolver esse tipo de problema'', afirmou.
O prejuízo que ainda está sendo calculado pela escola deverá constar no próximo ofício que a direção encaminhará ao Núcleo Regional de Educação (NRE) solicitando verbas para os reparos. De acordo com a assistente do Núcleo, Marlene Melo, o órgão sugeriu também um ofício com detalhes da ocorrência para a solicitação de instalação de câmeras de vigilância. ''Estamos solicitando à Secretaria Estadual de Educação a urgência na liberação da verba para os reparos'', disse.
Policiais militares da Patrulha Escolar estiveram na instituição ontem e deram palestras para os alunos. Segundo a diretora, a Patrulha se comprometeu a investigar a caso.

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