Vidros de janelas e portão quebrados, mato alto, embalagens de álcool e material de limpeza espalhados pelo chão, alambrado cortado, sujeira por todo o canto. Esta é a situação de abandono da Escola Municipal Bárbara Falcovski Vieira, também conhecida como Escola Municipal União da Vitória (Zona Sul de Londrina). Segundo moradores, desde o início das férias, em dezembro, os atos de vandalismo intensificaram-se havendo, até mesmo, o consumo e tráfico de drogas na quadra de esportes do estabelecimento. ''Aqui a entrada é franca e a saída grátis'', ironiza o aposentado Manoel Edis Carneiro, apontando os enormes furos no alambrando permitindo o livre acesso de pessoas. O morador denuncia que houve troca de tiros no interior da escola semana passada.
O carpinteiro José Severino de Souza afirma que só há segurança na escola durante os finais de semana. ''Mas a situação é tão feia que os vândalos já expulsaram guarda daqui'', informa. Uma moradora que não quis se identificar relata que o consumo de drogas ocorre principalmente no final da manhã e madrugada. Um aluno do terceiro ano do Ensino Fundamental reclama que muitas vezes não há como as crianças brincarem na quadra de tanto ''maconheiro'' utilizando o local. Outro problema, segundo o estudante, é a velocidade com que os automóveis trafegam pelas ruas em frente à escola. ''Outro dia um carro bateu no muro e todo mundo ficou com medo'', conta.
Segundo o tenente Saldanha, que responde interinamente pela coordenação da Patrulha Escolar, durante o período das férias escolares as equipes não estão em atividade. Ele acrescenta que o programa da Patrulha Escolar é desenvolvido apenas nas escolas estaduais; nas municipais, o atendimento é realizado apenas quando solicitado. De acordo com o 5º Batalhão da Polícia Militar, não houve registro de ocorrências na escola do União da Vitória nos últimos dias.
O diretor administrativo da Secretaria Municipal da Educação, Jair Ramos, informa que enviou anteontem uma equipe da marcenaria até o local e não ficou configurada situação de abandono. ''A limpeza da escola será realizada a partir do dia 21, quando a equipe contratada pela prefeitura retornará das férias. A empresa responsável pelo alarme e monitoramento substituirá os vidros quebrados'', esclarece.
Ramos acrescenta que a vigilância do estabelecimento é realizada aos sábados, domingos e feriados no período diurno, dias mais problemáticos. ''O período de recesso escolar é longo e não há como pagar contratos para todos os dias'', justifica. Segundo o diretor administrativo, a proposta é ampliar das atuais 17 para 27 as escolas atendidas com serviço de segurança. Em relação ao alambrado quebrado, Ramos assegura que está sendo discutida a substituição dos fios de arame por concreto, construindo o chamado muro palito, o qual dá visibilidade da mesma forma.

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