Escola do PR é referência em educação especial
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Escola Especial Nabil Tacla foi indicada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para participar de um projeto nacional de treinamento e orientação dos professores lotado em escolas públicas. A proposta é inserir crianças e adolescentes com necessidades físicas especiais numa sala de aula de ensino regular. A escola vai ser a única no Paraná a participar do projeto. Mantida pela Associação Paranaense de Reabilitação (APR), a instituição existe há 40 anos.
Atualmente, 200 alunos estão tendo aulas de educação infantil, básica e fundamental nas filiais da escola nos bairros Cabral e Água Verde. ''Eles têm todo o auxílio educacional e aprendem de acordo com as necessidades que eles têm. É difícil dizer que eles terminarão um ano letivo em um ano. Depende de cada um deles. Não podemos impor'', explicou a orientadora pedagógica Lucia Eli Bastos Bruhm. Além da educação, os alunos ainda fazem trabalhos de reabilitação física.
''Temos vários projetos de inclusão para os nossos alunos e poderemos trabalhar isso para capacitar professores do ensino regular'', disse a orientadora. Entre os projetos desenvolvidos estão Arte Inclusive, um trabalho de apresentações teatrais, dança, música em escolas particulares; Filosofia - educar para pensar, aulas que pretendem conscientizar o aluno do que ele é e o que ele pode fazer; Aprendendo e fazendo arte, ensinamento sobre artes plásticas, artistas famosos, técnicas, repodução de obras; e Laboratório de Informática Educativa, com máquinas adaptadas às necessidades do deficiente físico.
''É fundamental que a escola que queira ensinar alunos portadores de deficiência estejam adaptadas. Não só com seus profissionais, mais também com a estrutura do prédio'', disse Lucia, reforçando a necessidade de se ter nas escolas banheiros adaptados, corredores sem escadas, locais para que os cadeirantes possam apoiar as mãos. Entre os alunos da Nabil Tacla, 95% necessitam de cadeiras de rodas. A maior parte tem paralisia cerebral, distrofia muscular progressiva, mielomeningocele ou traumatismo crânio-encefálico.
Uma reunião preliminar com as escolas escolhidas são instituições de ensino do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba ocorreu entre os dias 18 e 19 de junho. A próxima será entre os dias 7 e 9 de agosto, no Rio de Janeiro.


