A Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) completa 25 anos amanhã. Em reconhecimento ao trabalho prestado à comunidade, a entidade vai receber da Câmara de Vereadores uma comenda durante jantar dançante que acontecerá às 20h30, na sede do Rotary Club.
Desde sua criação, a Epesmel formou mais de 12 mil crianças e adolescentes para o mercado de trabalho. Nascida dentro da igreja católica, hoje recebe colaboração de toda a sociedade.
O comerciante aposentado, Arnaldo dos Santos, é um dos fundadores e tem muita história para contar. Segundo ele, a Epesmel surgiu em 1974 dentro do Cursilho da Cristandade com o nome de Escola Artesanal do Menor de Londrina. Durante os primeiros dois anos, 100 casais administraram e sustentaram a escola com mensalidades. O rápido crescimento da entidade exigiu dedicação total dos voluntários que preferiram passar a coordenação da Epesmel à Congregação Leonardo Murialdo, de Caxias do Sul (RS).
Santos faz questão de destacar a importância do apoio da comunidade. Ele lembra que o terreno da escola foi doado pelo município durante a gestão do prefeito José Richa. Os dois primeiros pavilhões foram construídos com doações. O ex-governador Jaime Carnet Júnior financiou o terceiro pavilhão e o maquinário para as aulas de marcenaria. Ney Braga, quando ministro da Educação, favoreceu a construção do centro esportivo aberto, a família Vezozo doou o departamento administrativo totalmente mobiliado e a família do pecuarista Salvador Torres construiu o ginásio de esportes.
‘‘É uma grande obra com o poder de agregar a sociedade civil e o poder público em benefício de toda a comunidade. Mas, com certeza, a grande fonte de energia vem de Deus’’, disse o fundador.
O objetivo da Epesmel é dar condições a jovens carentes de competir por uma vaga no mercado de trabalho. Para isso, a entidade oferece os cursos de computação, marcenaria, costura industrial, mecânica geral, eletricidade, serigrafia, off-set, arte final e treinamento comercial para maiores de 14 anos.
Atualmente, a Epesmel atende cerca de mil alunos de ambos os sexos, entre 7 e 18 anos. Todos recebem duas refeições por dia, transporte gratuito, assistência odontológica, social e psicológica, reforço escolar, participação em atividades esportivas e recreativas. Metade da despesa da escola é mantida com a venda dos cartões de Zona Azul (estacionamente rotativo) desde 81. Em outubro, a Zona Azul rendeu R$ 74 mil. Para 2001, a escola vai oferecer entre 180 e 200 vagas com preferência para os indicados pelo Conselho Tutelar, Promotoria da Vara da Infância e Juventude e projetos da prefeitura.

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