Imagem ilustrativa da imagem Escola deve ser entregue com cinco meses de atraso
| Foto: Ricardo Chicarelli




Após ter as obras parcialmente paralisadas por quase três meses, a escola estadual do Residencial Vista Bela, na zona norte de Londrina, deve ter a construção normalizada na próxima segunda-feira (10). O imbróglio, que culminou na paralisação, começou no final de 2016, quando a empresa responsável denunciou a falta de repasse referente à segunda parcela, no valor de R$ 1,7 milhão.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) liberou o dinheiro, que foi repassado ao governo estadual, que posteriormente quitou o débito. A obra começou em maio de 2016 e tinha previsão de entrega ainda no primeiro semestre de 2017. Agora, a expectativa é de que a construção termine entre o final de outubro e o início de novembro.

Mesmo com o atraso, a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lucia Aparecida Cortez, afirmou que o planejamento para o ano letivo de 2018 não será prejudicado. "Dentro do nosso planejamento, e do que foi ofertado em relação às aulas, não atrapalhou em nada. Vamos estar ofertando vagas a partir do ano que vem", garantiu. A unidade atenderá em média 1,5 mil alunos dos ensinos fundamental e médio, todos moradores do Vista Bela e de bairros vizinhos.

Com cerca de 60% da escola já finalizada, resta o término da parte de revestimento, acabamento, pintura, calçadas, paisagismo e rede elétrica, além da compra do mobiliário. "Depois do segundo semestre já vamos pensar no mobiliário, pedindo dentro da Secretária de Educação, para que assim que terminar as obras, possa ser feito a compra dos equipamentos", projetou Lucia. A unidade terá 24 salas de aula, quadra coberta, refeitório e está sendo construída em uma área de 12 mil metros quadrados.

Moradora do Vista Bela, e mãe de três filhos (de 15, 11 e 6 anos), a auxiliar de cozinha Daniela Bernardo espera com ansiedade a entrega da obra para que os filhos, que hoje estudam longe de casa, possam ter um colégio próximo. "Meus filhos estudam em outros bairros e têm que pegar ônibus e com a inauguração vai facilitar", reconheceu.

Com uma filha de 13 anos estudando na região central da cidade, a autônoma Ligia Cristina Gomes de Sá reclamou da demora para que o residencial tivesse uma unidade escolar. "Esta obra é importante."

Os governos federal e estadual são os responsáveis por repassar a verba, sendo o primeiro responsável por R$ 4,1 milhões e o segundo por R$ 1,2 milhão. Como os funcionários tiveram que rescindir o contrato, uma nova equipe está sendo formada e a expectativa é para que em breve 25 pessoas, em média, estejam no local. "Mas se o governo parar de pagar de novo, nós paralisamos", avisou o mestre da obra, Erli de Oliveira.

mockup