Com clima ainda tenso, a Escola Estadual Lauro Gomes da Veiga Pessoa, no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), alvo de vandalismo dos próprios alunos na noite da última quarta-feira, voltou às atividades normais ontem nos períodos da manhã e tarde. As aulas do período noturno, porém, foram suspensas porque haveria uma reunião ontem com pais, alunos e funcionários da escola. A intenção era discutir o ato de vandalismo provocado por um pequeno grupo de alunos, que acabou se generalizando e envolvendo a maior parte dos estudantes. Janelas e banheiros foram quebrados, livros rasgados e carteiras arremessadas contra professores e também em janelas.
Segundo a diretora geral da escola, Luci Leni Breve, durante a reunião, pais e alunos seriam orientados a tomar providências com relação ao comportamento dos filhos. A orientação foi discutida em reunião na noite de quinta-feira com representantes da Patrulha Escolar Estadual, que vieram em caráter de urgência para Londrina, convocados pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE). Também participaram do encontro representantes do Conselho Escolar, Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) e Patrulha Escolar.
''A própria escola foi traçando como retomar as atividades com os alunos do noturno na segunda-feira, quando as aulas serão reiniciadas'', informou a assessora do Núcleo, Marlene Mello. Para ela, o primordial é a recepção desses alunos, que deverão fazer uma reflexão sobre o incidente na escola.
O trabalho será desenvolvido nas duas primeiras aulas, com acompanhamento de professores da Equipe de Ensino do NRE. Eles estarão distribuídos nas quatro salas que atendem 135 alunos da 5 à 8 série. Também deve ser organizada uma manifestação no bairro para conscientizar alunos e moradores sobre a necessidade da escola.
A Patrulha Escolar deverá ter uma atuação mais ostensiva no local. Desde o episódio, três policiais fazem uma vigilância mais concentrada na escola. De acordo com o coordenador da Patrulha Escolar do 5 º BPM, capitão Nelson Villa Júnior, policiais poderão fazer vigilância à paisana na escola. ''Estamos apostando que essas medidas serão suficientes para resolver o problema'', declarou.
Os professores também foram orientados a trabalhar o conteúdo do problema em salas de aula com os alunos dos períodos matutino e diurno. Ontem pela manhã, muitos pais ainda telefonavam ou procuravam a direção da escola para saber detalhes sobre o incidente. O casal Marcelo Alvin e Luciana Prado, que têm duas filhas, de 10 e 13 anos no colégio, estão assustados. ''Passou da hora de tomar uma providência. Sabemos que o problema é no período noturno, mas estamos preocupados com a segurança das crianças que tabém são atingidas com a depredação da escola'', reclamaram.
A expulsão dos alunos está descartada. A determinação é fazer um trabalho mais específico com esses alunos, para que eles retornem à escola. ''A exclusão só geraria mais violência'', afirma Marlene. ''Por lei, todos têm o direito, mesmo os que não querem, como no caso desses dez alunos que são repetentes e não têm nenhum interesse na escola'', completou a diretora Luci Leni Breve. (Colaborou Fernando Rocha Faro)

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