Escola de Tamarana deve ter reforma emergencial
Mauricio Della Barba
De Londrina
Pais, professores e representantes do Núcleo Regional de Ensino (NRE) e do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) se reuniram ontem para decidir um plano emergencial de reforma para o Colégio Estadual Professora Maria Cintra de Alcântara, em Tamarana (62 quilômetros ao sul de Londrina).
A escola, única no distrito que atende ao ensino fundamental e médio (5ª a 8ª série e 2º grau), se encontra em estado precário de manutenção. Estamos reivindicando uma reforma há dois anos, diz a professora e membro do Conselho Escolar do colégio, Martinha Clarete Dutra. Os pais haviam ameaçado de tirar as crianças da escola a partir de hoje, caso não fosse tomada alguma atitude pelo governo para resolver os problemas.
Toda a estrutura da escola está comprometida e necessita de reforma. A rede elétrica encontra-se em mau estado e oferece perigo de incêndios. Quando chove muito, as crianças levam choque nas paredes das salas, revela Martinha Dutra. De acordo com a professora, a reforma total da Escola está orçada em R$ 160 mil. Representantes da Escola já haviam pedido, semana passada, providências para a chefe do NRE, Maria Genoveva Belucci, e para a secretária Estadual de Educação, Alcyone Saliba, que esteve em Londrina.
De acordo com Genoveva Belucci, a secretária autorizou um levantamento emergencial da Escola Maria Cintra. A secretária autorizou pessoalmente que se realizasse os procedimentos emergenciais na escola, disse a chefe do NRE. O Departamento de Obras fez o levantamento e calculou um gasto de cerca de R$ 25 mil para que a rede elétrica seja refeita. Para situações de emergência, temos um teto de R$ 15 mil. Tudo ali está comprometido, mas não há verba disponível para uma reforma mais ampla, diz o chefe do escritório regional do Decom, José Roberto Matos Amaral. Ele garantiu que após o processo de licitação, que deve demorar uma semana, a reforma elétrica deverá estará pronta em cerca de 25 dias.
A Escola Maria Cintra tem 1.640 alunos que estudam em três períodos. As outras dificuldades enfrentadas pela escola são: o excesso de alunos, salas de aulas improvisadas, problemas na rede hidráulica, ausência de coordenador e orientador pedagógico e quadra de esporte danificada há três meses.





