Escola de Sabáudia ameaça a desabar
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
Alexandre Sanches 
A Escola Estadual Sabáudia, de Sabáudia (65 km a oeste de Londrina), corre o risco de ficar sem aulas no início de 99 se não forem realizadas reformas urgentes em todo o prédio. O pedido foi protocolado na Fundepar ainda em 97, mas até agora os recursos ainda não foram liberados. Enquanto isso, os alunos, que terminam as aulas na próxima semana, estão apreensivos sobre as condições de segurança nas salas de aula.
Recentemente, as luminárias de uma das salas caíram durante a aula. Por sorte, ninguém se feriu. O problema são os forros, que estão apodrecendo, e o telhado, que sofrem com as infiltrações das águas das chuvas. Uma ala do prédio, construída há oito anos, está com infiltrações no alicerce.
Segundo o diretor Márcio Valério, a escola, construída há 32 anos, nunca passou por reformas. Ela tem mais de 500 alunos de 5ª a 8ª série nos três turnos e não há como transferi-los no caso de uma interdição do prédio. Fizemos abaixo-assinado com a comunidade, mandamos à Fundepar relatórios com fotografias dos problemas, mas não temos resposta do início das obras, comentou.
A cobertura é uma das partes mais críticas. O madeiramento está cedendo, favorecendo a infiltração de chuvas. Com a madeira podre, os pombos abriram buracos no forro e criaram ninhos, não tendo formas de evitar a proliferação na escola. A prefeitura presta favores, remendando o forro quando necessário. Mas dura pouco tempo, pois outros pontos do forro cedem com a podridão e os pombos entram do mesmo jeito, ressaltou.
Em todos as salas da escola é possível ouvir o barulho de pombos no forro. A quantidade de pombos é tão grande que os alunos se expremem nos dias de chuva, fugindo das goteiras que trazem, além da poeira, fezes de pombos.
Agentes municipais de saúde fizeram um laudo sobre as condições de higiene do prédio a pedido da direção. O laudo não foi favorável. As descargas dos banheiros, na nova ala, não escoam normalmente para as fossas sépticas, infiltrando no solo. Os antigos banheiros foram transformados em cozinha e refeitório. Os azulejos nem foram trocados na época da obra, comentou Valério. Por conta da infiltração, as paredes estão rachando. No corredor, há uma falha entre os pilares, que chega a um dedo de diferença. O ideal é que as obras sejam realizadas nas férias. Não sei se a escola aguenta até o período das chuvas, disse.


