Escola de Realengo será 'reinventada'
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domingo, 10 de abril de 2011
Agência Estado 
Rio - Depois de levar flores à Escola Municipal Tasso da Silveira, onde 12 crianças foram mortas pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, na manhã de quinta-feira, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, anunciou ontem que o colégio será reaberto aos alunos na próxima segunda-feira. Segundo Cláudia, a primeira atividade será uma ''cerimônia de reinvenção da escola'', que reunirá alunos, parentes, professores e funcionários.
''Queremos que todos sintam que a escola onde houve tanto sofrimento pode voltar a ser enxergada como um espaço maravilhoso'', disse a secretária. De terça e sexta-feira desta semana professores e funcionários receberão, na própria escola, assistência psicológica, a fim de se prepararem para o recomeço das atividades escolares.
Profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social continuam os atendimentos aos alunos e suas famílias. Os assistentes sociais constataram um alto número de crianças que diz não querer voltar ao colégio. A secretária disse que todos os esforços serão feitos para manter as crianças na escola mas, nos casos excepcionais, será providenciada transferência para outras unidades.
Na madrugada de ontem, a casa onde Oliveira viveu com a família até meados do ano passado, que já tinha sido pichada, foi apedrejada por vândalos que destruíram o portão. A PM passou a fazer a vigilância da rua, que fica perto da escola Tasso da Silveira.
Feridos
Dez alunos feridos no massacre ainda seguiam internadas ontem, sendo duas em estado grave. Conforme o último boletim médico, estão internados oito meninos e duas meninas. Um garoto de 13 anos foi operado no Hospital Adão Pereira Nunes, estava sedado e respirando por aparelhos. Um outro adolescente, de 14 anos, também permanecia em estado grave no Hospital Albert Schweitze, mas teve melhora clínica e já reagia quando chamado.


