Ibiporã Inaugurada em novembro do ano passado, a Escola Superior da Polícia Civil de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) está há mais de oito meses inativa. Sem cursos, seminários ou encontros de reciclagem, a escola, construída para ser o primeiro centro policial de ensino avançado do interior do Estado, ainda não teve oportunidade de contribuir para o enriquecimento profissional da polícia da região. O instituto teria como diretor o delegado José Antonio Zuba de Oliva, afastado das funções em março deste ano, acusado de concussão (extorsão praticada por funcionário público).
A Secretaria do Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da assessoria de imprensa, admitiu ontem que a escola está sem atividades desde o dia da inauguração. Para justificar a ociosidade do instituto, que acolhe uma infra-estrutura escolar completa, com salas de aulas, mesas e cadeiras, a Sesp afirmou que a escola tem a missão de promover cursos de pós-graduação para investigadores, escrivães e delegados, o que ''poderá ser feito assim que necessário''. O foco da cúpula da Polícia Civil do Estado, segundo a mesma fonte, estaria no treinamento de novos profissionais, objetivando reduzir o déficit de policiais nas delegacias do interior. Por enquanto, não há previsão de qualquer tipo de atividade no local.
O prefeito de Ibiporã, Nado Ribeirete (PSDB), disse ontem que, depois da fundação, tentou em três oportunidades conhecer as razões pelas quais a escola continua sem funcionar. Mesmo sem falar diretamente com o secretário Luiz Fernando Delazari, ele contactou a coordenadoria da Sesp. ''Eles tinham a previsão de começar um curso no inicio de junho, mas nada. Depois, um segundo curso nos outros meses para engrenar, mas nada aconteceu. O problema é que um diz uma coisa e outro diz outra'', lamentou o prefeito.
A prefeitura investiu cerca de R$ 30 mil com a reforma do prédio da escola, edificada em uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados, no Recanto do Engenho. ''Nós cumprimos com nossa parte, e esperamos que o governo cumpra com a dele. Não sei como isso será resolvido, mas acho que as autoridades da região também poderiam se mobilizar a ajudar a solucionar o problema'', ponderou.

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