Escola de Fábrica qualifica jovens
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segunda-feira, 10 de abril de 2006
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Para um grupo de 20 jovens de Londrina, uma importante barreira foi vencida ontem: a da qualificação profissional. Eles comemoraram o encerramento de curso realizado na rede de farmácias Vale Verde, através do projeto Escola de Fábrica, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de capacitar jovens de baixa renda para o mercado de trabalho. O projeto, lançado em Londrina em setembro do ano passado, tem como diferencial oferecer a qualificação dentro das empresas, aumentando as chances de contratação.
No caso da rede de farmácias, o grupo pode ficar otimista. Segundo o diretor comercial Rubens Augusto, cerca de 50% dos alunos passarão a integrar o quadro de funcionários. ''Em breve pretendemos começar uma nova turma'', disse Augusto. Uma sala de aula foi construída no fundo de uma das farmácias e um grupo de funcionários voluntários administrou as aulas do curso de Iniciação Profissional de Comercialização de Produtos Farmacêuticos, com duração de seis meses.
O diretor explicou que as aulas foram divididas em blocos de reforço escolar, noções de cidadania e a parte técnica, que deu aos jovens noções de venda, atendimento, primeiros socorros, assistência ao paciente e contabilidade, com estágios dentro das próprias farmácias. O Escola de Fábrica é voltado para jovens com idades entre 16 e 24 anos, com renda per capita familiar de até 1,5 salário mínimo.
Para a adolescente Cíntia Palhano Rosa, de 17 anos, o projeto serviu para despertar uma vocação. ''Me identifiquei tanto que acabei decidindo a profissão que quero. Resolvi que vou prestar vestibular para Farmácia'', revelou. Cíntia nunca trabalhou com registro profissional e está confiante que vai conseguir uma das vagas ofertadas pela rede. ''Moro com minha mãe, que está desempregada, e dois irmãos mais novos. Se conseguir o emprego, vou usar o salário para ajudar em casa.''
O projeto também parece ter definido o futuro de outro jovem, José Ricardo de Souza, de 18 anos, que assim como Cíntia, pensa em prestar vestibular para Farmácia. ''Se eu for contratado, pretendo pagar meus estudos. Não quero parar'', garantiu. José Ricardo revelou que antes tinha preocupação com o futuro, mas não sabia por onde começar. ''Aqui eles me deram o empurrão que eu precisava.''


