A escola Kaefer de corte e costura quer fazer parcerias para promover cursos profissionalizantes em Londrina. O proprietário da escola, Nelson Kaefer, afirma que devido às demissões na indústria de confecção é grande a procura de mulheres desempregadas mas que não têm condições de pagar o curso. ‘‘São mulheres que trabalhavam em um setor da indústria e sabem fazer parte da costura. Agora querem aprender a profissão por completo.’’
Kaefer afirma que em dezembro e janeiro o curso foi procurado por mais de mil pessoas. ‘‘Em média, cerca de 250 a 300 mulheres todo mês pedem informações sobre o curso.’’ O grande empecilho é o custo. A taxa de matrícula e a mensalidade têm o mesmo valor: R$ 50,00. Com capacidade para 150 alunos/mês, a escola tem mantido uma média de 30 alunas, desde o Plano Real. ‘‘Está difícil manter o curso por causa dos custos’’, comenta o proprietário.
Nelson Kaefer entrou em contato com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, para ver se o Município tem condições de aproveitar a estrutura da escola e promover cursos para a população de baixa renda. Alex Canziani afirma que orientou Kaefer a procurar a Secretaria do Estado do Trabalho para fazer parcerias, com intermediação da Prefeitura.
A Escola utiliza o método Kaefer, desenvolvido há mais de 50 anos pela mãe de Nelson, dona Irma, já falecida, que foi diretora da Escola Profissonal Feminina de Florianópolis. ‘‘O curso ensina a tirar medidas, fazer modelagem e a costurar. Cada aluno tem uma máquina para aprender’’, diz Kaefer.
A vantagem do método, segundo Kaefer, é que mesmo quem não tem noção de costura pode aprender a fazer a própria roupa em três meses. ‘‘Os interessados em abrir um negócio próprio e aumentar a renda familiar podem prosseguir no curso e chegar à alta costura’’, explica. Segundo Kaefer, corte e costura é um ofício que possibilita a abertura de uma pequena empresa ou de um ateliê em casa. ‘‘O tecido hoje em dia é mais barato. Cara é a mão-de-obra especializada, que é difícil de ser encontrada.’’

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