Escola das Águas retoma aulas na segunda-feira
Escola das Águas retoma
aulas na segunda-feira
Programa é voltado a
moradores de Superagui
e da hidrelétrica
de Segredo
Guilherme Pupo
As aulas do programa Escola das Águas - voltado a filhos de pescadores e moradores do Parque Nacional do Superagui (Litoral do Estado) e da usina hidrelétrica de Segredo (Centroeste) - recomeçam na próxima segunda-feira, dia 11, depois de dois meses de paralisação.
O programa, de ensino supletivo e formação profissionalizante, é desenvolvido desde março de 1997 pela organização não-governamental Amprodec, por meio de convênio com a Secretaria Estadual de Educação (Seed). Cerca de 100 alunos participam do projeto.
Segundo informações da secretaria, as aulas ficaram paralisadas com a mudança na diretoria da Amprodec, em fevereiro. Os professores foram dispensados e a nova diretoria teve que fazer um trabalho de campo para verificar as necessidades das escolas e contratar novos professores.
Apesar da interrupção das aulas, os alunos não terão nenhum prejuízo de carga horária ou de conteúdo, disse Leonildo Brustolin, coordenador do programa na Secretaria Estadual de Educação.
Amanhã, representantes da Amprodec, da Secretaria de Educação, de associações de pescadores e do Ibama se reúnem na prefeitura de Guaraqueçaba para definir as responsabilidades e competências de cada órgão no programa. Segundo o professor, um dos assuntos que devem ser discutidos é o transporte dos professores às ilhas.
As aulas, que vão até o dia 22 de dezembro, acontecem na Ilha das Peças, Barra do Superagui e Barra do Ararapira. Nos municípios de Pinhão e Candói, o programa atende às famílias reassentadas de trabalhadores da usina de Segredo.
O curso profissionalizante tem duração de dois anos e conta com aulas de agricultura, cidadania, turismo ecológico, manufatura, meio ambiente, artesanato e aquacultura. O objetivo do programa é aliar o ensino de primeiro grau à qualificação dos pescadores, para evitar a saída dos moradores das ilhas.
Com a interrupção das aulas, alguns alunos foram transferidos para escolas públicas de Paranaguá e Guaraqueçaba, mas a grande maioria não teve condições de se deslocar a outras localidades e permaneceu sem aulas.





