Escola dá prioridade a carentes
O Centro de Atenção Integral à Criança e Adolescente (Caic) da zona sul de Londrina atende atualmente 1.650 alunos, desde o berçário até a 8ª série, além de jovens e adultos nas turmas de alfabetização. O diretor-geral do Caic, Amauri Pereira Cardoso, explica que cerca de mil alunos permanecem em período integral na escola - em um turno eles frequentam as aulas regulares e, no outro, as oficinas culturais, esportivas e de aprendizagem.
Pela gama de atividades que oferece e por estar situada em uma região bastante carente, o diretor revela que a procura dos pais tem sido grande. Mas para efetuar a matrícula, a escola dá prioridade para crianças evadidas das escolas, em situação de risco, órfãs de pai ou mãe e que venham de famílias cuja renda per capita seja igual ou inferior a meio salário mínimo.
Apesar de o Caic estar funcionando há apenas um ano, Cardoso diz que os resultados são bastante positivos. Comparando com outras escolas da região, os índices de evasão e repetência são pequenos.
Além disso, o diretor ressalta que o grau de desnutrição foi bastante reduzido. Dá para perceber que alguns alunos voltam das férias franzinos e em poucos dias, com a alimentação balanceada que a escola oferece, voltam a ficar corados.
A coordenadora de esportes do Caic, Rosa Luisa de Oliveira, destaca que as atividades esportivas também têm despertado bastante o interesse dos alunos, tanto que algumas equipes, como de futebol de salão feminino, têm participado de competições e vencido algumas. Além disso, através do esporte, os alunos têm aprendido noções de sociabilização e companheirismo.
Em convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e Universidade Norte do Paraná (Unopar), os alunos do Caic contam também com apoio psicológico e fonoaudiológico. O Caic é mantido com verbas da Prefeitura e do governo estadual. Também recebe ajuda da comunidade e de empresas privadas.
Ainda neste mês, os alunos do Caic terão mais uma opção de oficina. A padaria já está com os equipamentos montados e para começar a funcionar está faltando somente a contratação de um padeiro para ensinar os alunos.
Amauri Cardoso explica que além de ensinar aos alunos noções básicas de padaria, a oficina servirá também para abastecer a própria escola. Mais tarde, pretendemos produzir pães para vendar para empresas e outras escolas. Será uma forma de obter recursos para ajudar na manutenção do Caic.





